sábado, março 7, 2026
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Impasse por fazenda atrasa construção de polo industrial em Águas Lindas e investimento bilionário chinês

Um impasse judicial envolvendo uma fazenda pertencente à família Simonassi está travando o início das obras do Polo Industrial Sol Nascente, projeto da Prefeitura de Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. O empreendimento, que conta com investimento chinês e nacional estimado em R$ 2 bilhões, promete gerar cerca de 2 mil empregos diretos e mais de 10 mil indiretos na região.

A área destinada ao polo abrange 34 hectares, e o projeto já tem confirmadas 62 empresas brasileiras e investidores estrangeiros de cidades como Shenzhen, Zhongshan e Haikou, na China. O complexo deve abrigar fábricas de veículos elétricos, painéis de LED, além de equipamentos industriais e espaços voltados à inovação e capacitação tecnológica.

Inicialmente, a implantação estava prevista para o fim de 2024, mas, devido ao impasse judicial, a nova previsão é para 2027.

Para viabilizar o projeto, a prefeitura precisa desapropriar as terras da família Simonassi, mas as negociações não avançaram. De acordo com o processo judicial, o município depositou R$ 659 mil dos R$ 881 mil previstos como indenização, valor considerado insuficiente pelos proprietários.

Os advogados da família alegam ainda que a administração municipal não incluiu no orçamento os recursos necessários para as desapropriações, o que, segundo a legislação, é requisito para a tomada de posse do terreno.

A disputa já chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ainda não teve decisão definitiva.

Em nota, a Prefeitura de Águas Lindas afirmou que a desapropriação do terreno foi feita “de forma regular e dentro da lei” e que uma nova proposta de acordo foi apresentada à família. O município informou também que o caso está sendo mediado pela Justiça e que o entendimento está próximo de ser concluído de maneira amigável.

Enquanto o impasse não é resolvido, o caseiro da fazenda, Agnaldo Alves, de 75 anos, relata que vive em condições precárias. Segundo ele, caminhões da prefeitura já entraram na propriedade, derrubaram caixas d’água e desligaram a energia elétrica. Hoje, o morador depende de pequenas bombas d’água para suprir as necessidades básicas.

Redação: Goiás da Gente
Jornalista: João Pedro Lira

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