O crime não tem limites — e, desta vez, a ousadia chegou ao ponto de colocar mãe e filha lado a lado em uma organização criminosa. No último sábado (16), a Polícia Militar prendeu em Goiânia uma mulher de 44 anos e sua filha adolescente, de apenas 17 anos, acusadas de aplicar o golpe da falsa central de atendimento contra clientes da Caixa Econômica Federal.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações, a dupla se passava por atendentes de uma suposta central de autoatendimento da Caixa. Durante a ligação, retinham os cartões das vítimas e as induziam a fornecer dados pessoais e financeiros. Com essas informações em mãos, realizavam transferências e movimentações bancárias fraudulentas, deixando rastros de prejuízo por onde passavam.
Na ação de prisão, a PM apreendeu cartões magnéticos, maquininhas e outros materiais usados para aplicar o golpe.
Histórico de crimes em outros estados
Não era a primeira vez que mãe e filha praticavam o estelionato. Segundo a polícia, o mesmo método já havia sido utilizado em outros estados, somando ao menos 10 vítimas identificadas em todo o Brasil.
A mãe agora responde por estelionato, associação criminosa e corrupção de menores, já que envolveu a filha diretamente nos golpes. A adolescente foi autuada por ato infracional equivalente ao crime de estelionato.
Operação nacional contra o crime
Desde 2024, a Polícia Civil vem conduzindo operações de grande porte para desarticular quadrilhas especializadas no golpe da falsa central. Só em Goiás, 27 pessoas já caíram no mesmo tipo de fraude, o que levou ao cumprimento de dezenas de mandados de prisão e busca em quatro estados diferentes.
Reflexão necessária
Casos como esse revelam o tamanho do desafio da segurança digital no Brasil. Segundo dados oficiais, quase 24 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes bancárias em apenas um ano, seja por golpes via Pix, boletos falsos ou ligações fraudulentas.
A prisão em Goiânia expõe não apenas o crime em si, mas também o drama social de uma adolescente arrastada para o mundo do crime pela própria mãe. Uma triste realidade que precisa ser debatida com seriedade.
Redação



