O Goiás atravessa um momento de oscilação na Série B do Campeonato Brasileiro. Depois de um primeiro turno consistente, com 65% de aproveitamento, o time viu o rendimento despencar para apenas 38% no returno. O reflexo aparece nos resultados: já são três rodadas sem vitória, algo que preocupa a torcida esmeraldina.
O zagueiro Messias, um dos líderes do elenco, não fugiu do diagnóstico. Em entrevista, reconheceu a fase instável e a irregularidade da equipe, mas tratou de contextualizar:
“Campeonatos longos são assim. Todas as equipes passam por altos e baixos. O importante é entender o que aconteceu e seguir em frente.”
Messias reforçou que derrotas contra equipes que lutam contra o rebaixamento serviram como aprendizado. Segundo ele, o grupo precisa transformar as lições das quedas em combustível para manter vivo o maior objetivo da temporada: o retorno à Série A.
“Aprendemos tanto com as vitórias quanto com as derrotas. Agora é olhar para frente e não desviar do nosso propósito: o acesso.”
A cobrança aumenta quando o Goiás joga no Estádio Hailé Pinheiro, em Goiânia. A torcida espera um time ofensivo, protagonista, capaz de propor o jogo e pressionar os adversários. No entanto, Messias admitiu que falhas recorrentes, como contra-ataques e bolas longas, ainda castigam a equipe dentro de seus domínios.
“Precisamos corrigir isso. O torcedor quer ver o Goiás impondo respeito em casa. Temos que fazer valer o nosso mando de campo.”
O próximo compromisso será decisivo: nesta sexta-feira (20/09), às 16h, o Goiás enfrenta o Paysandu em Goiânia. Um confronto que pode recolocar o time no rumo das vitórias e devolver a confiança à torcida.
A instabilidade preocupa, mas o discurso de Messias aponta para um elenco consciente e disposto a corrigir rumos. Resta saber se a entrega dentro de campo corresponderá à expectativa da arquibancada. O Goiás precisa transformar discurso em desempenho — e o jogo contra o Paysandu será a chance de mostrar se o time ainda tem fôlego para alcançar o tão sonhado acesso.
Redação



