Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Ipsos revelou um dado que chama atenção: o goianiense passa, em média, 1 hora e 38 minutos por dia dentro do carro. O número coloca em destaque os desafios da mobilidade urbana em Goiânia e reforça o peso que o transporte individual ainda tem na rotina da população.
Segundo o estudo, realizado entre os dias 1º e 20 de julho de 2025, 41% dos entrevistados afirmaram usar carro próprio como principal meio de locomoção, enquanto 10% utilizam aplicativos de transporte, como Uber e 99.
O trânsito, cada vez mais carregado, tem afetado diretamente a qualidade de vida da população. Somando esse tempo diário, em um mês o goianiense pode passar mais de 49 horas só dentro de um veículo — o equivalente a dois dias inteiros presos no trânsito.
Um dos pontos mais interessantes da pesquisa é a resposta à seguinte pergunta: “Você deixaria de usar o carro se o transporte público fosse mais rápido?” — 44% disseram que sim.
Esse dado escancara o desejo de mudança e a insatisfação com o sistema atual. Ônibus lotados, atrasos e falta de integração entre linhas ainda são barreiras para uma mobilidade urbana eficiente.
Especialistas apontam que cidades como Goiânia, que cresceram de forma horizontal, acabam incentivando o uso do carro. No entanto, sem investimentos robustos em transporte público de qualidade, a tendência é de piora no trânsito, mais emissão de gases poluentes e perda de produtividade.
Você já parou pra pensar quanto tempo do seu dia é gasto no carro? E se tivesse um ônibus limpo, rápido e com Wi-Fi passando perto da sua casa, você deixaria o carro na garagem?
A mobilidade urbana é um tema que afeta diretamente o dia a dia da população — e quanto mais se discute, mais perto se chega de soluções reais.
Redação



