O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ultrapassou R$ 423 milhões em despesas realizadas por meio do cartão corporativo ao longo de 2025, conforme dados divulgados nos sistemas oficiais de transparência. Entre os pagamentos registrados estão despesas com empresas do setor de serviços financeiros, aquisição de materiais de construção e até gastos processados via aplicativo de delivery iFood, demonstrando a variedade de usos do instrumento dentro da administração federal.
No ano anterior, reportagem da Revista Veja apontou que apenas a Presidência da República havia desembolsado cerca de R$ 55 milhões com o cartão corporativo no atual mandato. Criado para custear despesas operacionais e administrativas, o cartão é regulamentado por normas que determinam critérios, limites de utilização e a obrigatoriedade de prestação de contas.
Um levantamento do Tribunal de Contas da União mostrou que mais de 99% das despesas estão classificadas como sigilosas, sob justificativa de segurança institucional e proteção de informações sensíveis. Essa classificação impede o acesso público ao detalhamento das transações e mantém o tema em constante debate no âmbito do controle externo e da transparência do gasto público.
O volume das despesas e o alto percentual de sigilo reforçam discussões sobre governança, fiscalização e uso de recursos públicos em um ano marcado por forte atenção política e orçamentária. O GOIÁS DA GENTE acompanha o tema com compromisso estritamente informativo, registrando seus desdobramentos e impactos no cenário nacional.
Redação: Leonardo Cruz
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