sábado, março 7, 2026
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Furto de energia provoca apagões e termina com 10 presos em Trindade

Dez moradores de Trindade foram presos em flagrante nesta terça-feira (25) após a Polícia Civil, Polícia Militar e a Equatorial Goiás descobrirem uma rede de ligações clandestinas — o famoso “gato” — instalada ao longo de uma rua inteira do município. A prática já havia provocado a queima de dois transformadores, sucessivos apagões e riscos reais de incêndio na região. A ação recebeu o nome de Operação Blackout.

A investigação começou após técnicos da concessionária denunciarem que praticamente todas as residências da via estavam conectadas diretamente à rede elétrica, sem medição ou qualquer tipo de regularização. As sobrecargas constantes não apenas danificaram equipamentos, como deixaram o bairro às escuras em diferentes ocasiões. Segundo a Equatorial, o perigo de curto-circuito era alto, com chances de provocar incêndios de grandes proporções.

Quando chegaram ao local, os policiais confirmaram o crime. Fiações improvisadas passavam por postes, muros e telhados, evidenciando uma instalação totalmente irregular. A concessionária informou que já havia tentado regularizar a situação outras vezes, mas houve resistência dos moradores em cortar o fornecimento clandestino.

Diante da recusa e da comprovação do furto de energia, o delegado responsável ordenou a condução dos envolvidos à delegacia. Os dez suspeitos foram autuados em flagrante, e cada um recebeu fiança equivalente a um terço do salário mínimo.

Durante a operação, toda a estrutura clandestina foi desmontada. O fornecimento de energia das casas foi interrompido e só será restabelecido após cada proprietário solicitar a ligação formal junto à Equatorial Goiás.

Em nota, a concessionária destacou que fiscalizações desse tipo são realizadas rotineiramente para reduzir perdas, evitar acidentes e garantir a segurança da população. A empresa reforçou que ligações clandestinas são crime e representam risco não apenas para quem faz o gato, mas para toda a vizinhança.

A Equatorial também lembrou que, desde julho de 2025, a Lei nº 15.181 endureceu as punições para crimes envolvendo furto de fios, cabos e equipamentos do sistema elétrico. Em alguns casos, as penas podem chegar a oito anos de prisão, além de multa.

A Polícia Civil ressaltou que a Operação Blackout foi conduzida dentro da legalidade e que o combate ao furto de energia é essencial para prevenir tragédias silenciosas que começam em fios clandestinos e podem terminar em incêndios, explosões e perdas irreparáveis.

Redação: Goiás da Gente
Jornalista: João Pedro Lira

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