Um funcionário de um frigorífico foi preso nesta semana sob suspeita de furtar pedras de vesícula biliar de boi, também conhecidas como pedras de fel, que possuem alto valor comercial no mercado internacional. O caso chamou a atenção das autoridades e da comunidade local, destacando um comércio pouco conhecido, mas lucrativo.
O que são as pedras de vesícula?
As pedras de fel são formadas na vesícula biliar de bovinos devido à concentração de bile e outros resíduos metabólicos. Esses itens possuem grande procura, especialmente na medicina tradicional asiática, onde são usados na fabricação de medicamentos e suplementos. Em alguns mercados, chegam a ser tão valiosas quanto ouro, dependendo da pureza e do tamanho.
O caso
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito teria subtraído o material durante o processo de abate no frigorífico onde trabalhava. As investigações indicam que ele teria tentado vender as pedras para intermediários especializados em contrabando desse tipo de mercadoria. O frigorífico detectou o desaparecimento e denunciou o caso às autoridades.
Apreensão e mercado ilícito
Com o suspeito, foram encontradas pedras avaliadas em valores que podem chegar a milhares de reais. Segundo especialistas, uma pedra de vesícula biliar bovina pode valer entre R$ 4 mil e R$ 10 mil no mercado negro, dependendo de sua qualidade.
O comércio ilegal de pedras de fel é monitorado em diversos países, e no Brasil, é considerado crime. Além disso, esse tipo de prática pode comprometer a segurança alimentar e o controle sanitário de frigoríficos, que seguem normas rigorosas de descarte e aproveitamento de resíduos.
Consequências legais
O funcionário foi autuado por furto qualificado e, se condenado, poderá enfrentar até 8 anos de prisão, além de multa. As autoridades reforçaram que a venda e o contrabando de partes específicas de animais configuram crimes ambientais e de saúde pública.
Preocupação no setor
Casos como este destacam a necessidade de maior fiscalização nos frigoríficos para evitar que situações semelhantes ocorram. Representantes do setor afirmam que medidas serão tomadas para reforçar os controles internos e evitar o desvio de materiais.
Conclusão
Embora pouco conhecida, a prática de furtar pedras de vesícula bovina revela a existência de um mercado paralelo altamente lucrativo e, ao mesmo tempo, ilegal. O caso acende um alerta para a necessidade de maior conscientização sobre os impactos dessa atividade, tanto para a saúde pública quanto para o meio ambiente.