A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito sobre a morte trágica de um bebê de 10 meses atacado por um cão da raça pit bull em Goiânia, no final de maio, e indiciou a mãe da criança, a avó e o avô maternos por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas há negligência.
O caso comoveu o estado e reacendeu o debate sobre a guarda de animais de grande porte e comportamento agressivo em ambientes familiares.
Entenda o caso
O ataque aconteceu no dia 27 de maio de 2025, no setor Jardim América, quando a mãe da criança chegou à casa dos pais levando o bebê no colo. Ao abrir o portão, o pit bull da família, que já vivia na residência há anos, avançou inesperadamente e arrancou a criança dos braços da mãe.
Mesmo com o desespero da família tentando conter o animal, o cão continuou o ataque com ferocidade. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados. Para salvar a vida do bebê, o cachorro precisou ser sacrificado ainda no local. A criança foi socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Investigação aponta negligência
Após quase dois meses de apuração, o delegado responsável, Alex Rodrigues, concluiu que os adultos foram negligentes ao permitir a aproximação entre o bebê e o animal, especialmente considerando que o cachorro tinha histórico de agressividade e não era mantido em condições adequadas de contenção.
“Eles sabiam dos riscos e mesmo assim mantiveram o cão em um ambiente de convívio com uma criança indefesa. Não havia intenção de matar, mas houve imprudência clara”, afirmou o delegado.
A mãe, de 22 anos, e os avós maternos, tutores legais do cachorro, responderão por homicídio culposo. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia à Justiça.
Comoção e alerta
A tragédia chocou a população e levantou questionamentos sobre a guarda responsável de animais considerados potencialmente perigosos. Para especialistas, educação, socialização e contenção são medidas essenciais para evitar tragédias como essa — principalmente em lares com crianças pequenas.
Organizações de proteção animal também se manifestaram, reforçando que o problema não é a raça do animal, mas a irresponsabilidade humana na criação, controle e ambiente oferecido ao pet.
Dor e consequências
A perda de uma vida tão jovem deixou uma marca irreparável na família e em toda a comunidade. Agora, além do luto, os envolvidos também enfrentam as consequências legais da tragédia.
Goiás da Gente segue acompanhando o caso e todos os desdobramentos judiciais.
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