sábado, março 7, 2026
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EXCLUSIVO: Comissão aponta esquema milionário na saúde de Acreúna com participação da nora do prefeito e médicos aliados

Relatório final revela rombo milionário, favorecimentos descarados e possível uso político da saúde pública no coração do sudoeste goiano. População exige justiça!

A cidade de Acreúna está no olho do furacão após a divulgação do explosivo Relatório Final da Comissão Processante da Câmara Municipal, que investiga um dos maiores escândalos políticos da história recente do município.

O alvo? Nada menos que o prefeito Claudiomar Contin Portugal, acusado de usar a máquina pública como balcão de negócios familiares, transformar a saúde municipal em um negócio lucrativo privado e favorecer parentes e aliados políticos com dinheiro público.

Segundo o relatório, que tem mais de 30 páginas de denúncias estarrecedoras, o prefeito teria contratado por mais de R$ 22 milhões a empresa Castro Herênio Serviços Médicos, da qual sua própria nora é sócia. O contrato, que começou com menos de R$ 4 milhões, foi inflado por sete aditivos, com aumentos que ultrapassam os 498% – e tudo sem justificativas técnicas claras.

Mas o escândalo não para por aí: outra sócia da empresa, a médica Camila Pereira Fernandes, chegou a ser nomeada como diretora técnica do hospital público municipal, o mesmo hospital onde sua própria empresa prestava serviços! Um claro conflito de interesses, escancarado, sem pudor, e que só foi “resolvido” quando as denúncias vieram à tona.

O mais grave: mesmo exonerada, Camila continua comandando as escalas de plantão no hospital como se nada tivesse acontecido — e, pior, foi a profissional que mais recebeu plantões pagos no município. Adivinhe quem está em segundo lugar? O namorado da filha do prefeito.

O relatório vai além: aponta que os médicos contratados pela empresa recebiam mais do que o dobro dos concursados da cidade. Enquanto o profissional de carreira ganhava cerca de R$ 685 por plantão, os médicos da empresa recebiam R$ 1.669. Um verdadeiro tapa na cara dos servidores efetivos e da população que paga os impostos.

E tem mais: o documento afirma que o contrato foi viciado desde o início. A empresa vencedora do processo licitatório teria relações com outra empresa concorrente, o que pode configurar fraude e direcionamento do certame. Tudo isso com total ciência, anuência e conivência do prefeito, segundo o relatório.

A Câmara agora deve decidir se cassa ou não o mandato do prefeito. Mas o que o povo quer saber é: quem vai devolver os R$ 22 milhões? Quem vai responder por transformar a saúde pública em um balcão de família e compadrio?

A população de Acreúna exige respostas. E, principalmente, exige justiça.

Com a palavra, o Ministério Público.
Com a palavra, os vereadores da cidade.
Com a palavra, o povo de Acreúna.

Redação

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