O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi considerado culpado por liderar uma insurreição e condenado à prisão perpétua nesta quinta-feira (19). A decisão foi proferida por tribunal competente após julgamento que analisou os desdobramentos da decretação de lei marcial em dezembro de 2024, medida que desencadeou grave crise institucional no país.
Durante o processo, a promotoria solicitou a pena de morte. No entanto, a Coreia do Sul mantém uma moratória não oficial sobre execuções desde 1997, o que, na prática, impede a aplicação da sanção capital. Em sua defesa, Yoon alegou que a decretação da lei marcial ocorreu dentro dos limites de suas atribuições constitucionais e teve como finalidade proteger a nação diante de supostas ameaças.
A tentativa de fechamento do Parlamento provocou forte reação popular e resistência institucional, culminando na revogação da medida e no avanço das investigações que resultaram na condenação do ex-chefe de Estado. O episódio é apontado como um dos mais graves confrontos políticos da história recente sul-coreana.
Esta é a segunda condenação de Yoon Suk Yeol, que já havia sido sentenciado a cinco anos de prisão por crimes relacionados à obstrução da Justiça. A nova decisão reforça o impacto político e institucional do caso, ampliando as repercussões internas e internacionais sobre a estabilidade democrática do país.
Redação: Leonardo Cruz
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