O governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, anunciou a ampliação das sanções aplicadas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A novidade é que, desta vez, a medida atinge também a esposa do magistrado, Viviane Barci de Moraes, advogada e sócia em um escritório jurídico em São Paulo.
As sanções foram impostas no âmbito da chamada Lei Magnitsky, legislação norte-americana usada para punir autoridades e empresários acusados de envolvimento em violações de direitos humanos ou corrupção. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a inclusão da esposa do ministro na lista teria sido motivada por suspeitas de participação em movimentações financeiras ligadas à família Moraes.
Viviane Barci é advogada e empresária. Além de atuar na área jurídica, ela também figura como proprietária, junto da família, do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, entidade que possui imóveis em São Paulo, incluindo a residência onde vive com o ministro.
Com a decisão dos EUA, eventuais bens e ativos de Viviane em território norte-americano ficam congelados.
Além disso:
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Bancos e instituições financeiras norte-americanas estão proibidos de realizar operações em dólares em seu nome;
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O uso de cartões de crédito internacionais, como Visa e Mastercard, pode ser afetado;
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Ainda não há clareza sobre como as restrições podem impactar suas transações em reais no Brasil.
A decisão reacende o debate sobre a relação entre Washington e Brasília, em um momento de forte polarização política no país. A medida também deve ampliar o desgaste da imagem de Alexandre de Moraes entre aliados de Donald Trump e grupos bolsonaristas, que vinham pressionando pela inclusão de familiares do ministro nas sanções.
Redação



