Rogério Cruz (SD) revelou que pretende continuar na cidade ao deixar a prefeitura, com a intenção de atuar como administrador de empresas. Embora tenha recebido diversas propostas, segundo ele mesmo informou, Cruz optou por não entrar em detalhes sobre elas. Ao todo, já são 12 anos de serviço público em Goiânia.
Antes de sua trajetória política, Rogério já trabalhou como executivo no grupo Record e foi pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, funções que ele não pretende retomar. Com um diploma em Gestão Pública pela Unip e formação em Administração em Moçambique, seu diploma africano não é reconhecido no Brasil. Durante a campanha, ele se apresentou como administrador e radialista, destacando sua experiência.
Natural de Duque de Caxias (RJ), Cruz já viveu em várias capitais do Brasil e também teve experiências na África. Ele deseja permanecer em Goiânia, especialmente por conta de seus filhos e netas, que já se estabeleceram na região. Há rumores sobre um possível retorno à política em 2026, com candidaturas a deputado estadual, apesar de sua popularidade ter caído e das dificuldades enfrentadas em sua tentativa de reeleição e na campanha da primeira-dama, Thelma Cruz, em 2022.
Entretanto, Rogério Cruz deixa o cargo em um contexto de turbulência, cercado por escândalos e crises que afetaram sua administração, principalmente na pasta da saúde, que crivou em sua história registros de secretário preso e bloqueio de recursos. A desconfiança da população e as controvérsias em torno de sua gestão levantaram dúvidas sobre sua liderança.
“Eu amo essa cidade. É minha casa”, declarou Cruz, enfatizando seu desejo de continuar em Goiânia, mesmo diante dos desafios que marcaram seu tempo à frente da prefeitura.