A disputa entre um cliente e uma empresa de móveis planejados em Goiânia vem gerando polêmica nas redes sociais e agora deve parar na Justiça. O caso envolve o engenheiro Pedro Lucas Riciolli Santana e a empresa Classe Nobre Ambientes Planejados – ME, que se acusam mutuamente de descumprimento contratual.
De um lado, o cliente afirma ter sido vítima de estelionato, alegando que pagou cerca de 80% do valor total do contrato, algo em torno de R$ 99,9 mil, e que os móveis nunca foram entregues nem instalados. Segundo ele, a empresa alterou datas de cheques pré-datados sem autorização, descumpriu prazos de entrega e, após sucessivas cobranças, “simplesmente desapareceu”.
Em nota enviada à imprensa, a empresa nega as acusações e sustenta que os móveis foram produzidos e estão prontos, mas não foram entregues porque o cliente não quitou a última parcela, prevista para o dia 28 de julho, além de o imóvel não oferecer condições adequadas para montagem, já que — segundo a empresa — a obra ainda não estava concluída e o cliente não havia recebido as chaves.
A Classe Nobre também alega ter sido alvo de uma campanha difamatória e informou que vai recorrer judicialmente, tanto para exigir o cumprimento do contrato quanto para responsabilizar o cliente por calúnia e difamação.
Já o engenheiro rebate, dizendo que a suspensão do pagamento ocorreu apenas após descumprimentos reiterados e que chegou a propor novas condições para resolver o impasse, como assinar um novo contrato com prazos fixos de entrega e pagamento apenas após a conclusão da montagem. Nenhuma dessas alternativas, segundo ele, teria sido aceita pela empresa.
O valor total do contrato é de aproximadamente R$ 124,2 mil, dos quais R$ 50 mil foram pagos como entrada. O caso deve ser analisado na esfera cível e criminal, e até o momento não há decisão judicial sobre o mérito da questão.
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