O prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), classificou como “desproporcional” a decisão da Justiça Eleitoral que cassou sua chapa e declarou o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) inelegível por oito anos. Mabel, que obteve 55,53% dos votos válidos no último pleito, afirmou que irá recorrer, mas reforçou seu compromisso com a gestão da capital.
Em coletiva realizada na sede da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg) nesta quarta-feira (11), Mabel declarou: “Entendemos que a decisão é desproporcional. O evento citado não tem relação com a campanha propriamente dita. Meus advogados vão cuidar disso e eu vou cuidar de Goiânia.”
A decisão da juíza Maria Umbelina Zorzetti, proferida na noite de segunda-feira (10), atendeu a uma ação movida pelo Partido Liberal (PL), que alegou abuso de poder político por parte de Caiado ao usar a sede do governo estadual para favorecer a campanha de Mabel.
A defesa do prefeito eleito manifestou-se sobre a decisão, considerando-a surpreendente e reafirmando a legalidade das ações questionadas. Segundo os advogados, a reunião mencionada na denúncia ocorreu na residência do governador, sem qualquer irregularidade. “Reafirmamos a convicção de que não houve qualquer irregularidade na conduta apontada”, destacaram, criticando a análise do Judiciário por não estar alinhada com a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO).
A defesa também esclareceu que a sentença não tem execução imediata, garantindo que Mabel e sua vice-prefeita, Coronel Cláudia (Avante), serão diplomados normalmente no dia 19 de dezembro, com posse marcada para 1º de janeiro de 2025. “A determinação não representa qualquer impedimento ou prejuízo para o exercício dos mandatos conquistados democraticamente”, afirmaram. Mabel, que já começou a trabalhar em questões da Saúde da capital, reiterou sua legitimidade ao cargo, citando os mais de 350 mil votos recebidos.
Por fim, a defesa anunciou que recorrerá da sentença no TRE-GO, com a expectativa de que a decisão de primeira instância seja reformulada. “Acreditamos que, no recurso a ser interposto, o TRE-GO restabelecerá a legalidade e a justiça na condução deste caso”, concluíram.