Em meio à crise na Saúde pública de Goiânia, surgem questionamentos acerca de contratos firmados entre o Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS) e a empresa de Antônio César Teixeira, conhecida como Instituto de Hematologia de Goiânia. Recentemente, a empresa reajustou sua tabela de preços, resultando em contratos que totalizam cerca de R$ 18 milhões.
A situação é preocupante, especialmente considerando que a população enfrenta grandes dificuldades no acesso a cuidados médicos. Relatos indicam que pacientes estão enfrentando longas filas de espera, a falta de atendimento domiciliar (Home Care) e a precariedade em maternidades na cidade.
Antônio César Teixeira, mencionado por suas conexões políticas, é descrito como padrinho do ex-secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, e seu envolvimento em práticas questionáveis vai além do que ocorre atualmente em Goiânia. Teixeira foi alvo de investigações em Brasília, onde sua empresa esteve envolvida em um escândalo conocido como Operação Drácon – uma investigação que expôs a corrupção em contratos da saúde, revelando que sua empresa e seus sócios pagavam propinas a deputados distritais para assegurar contratos públicos.
Outros casos envolvendo Teixeira incluem acusações de superfaturamento em contratos com o governo e o uso indevido de recursos públicos. A prática de cartelização, que se acredita ter sido recriada no IMAS, também foi uma constante em sua trajetória, já vista em sua atuação anterior no Ipasgo. As ações têm levantado preocupações sobre a integridade e a transparência dos processos de contratação pública no setor da saúde.
Além disso, a coincidência do reajuste de preços dos quimioterápicos e a assinatura dos contratos com o IMAS em um período próximo das eleições municipais voltam a lançar dúvidas sobre as relações entre o setor público e privado. Um vereador de Goiânia também é mencionado nas discussões sobre esses contratos, o que pode complicar ainda mais a situação.
Diante desse cenário, é essencial que as denuncias contra Antônio César Teixeira e suas empresas sejam investigadas de forma meticulosa. A população de Goiânia clama por esclarecimentos sobre a gestão dos recursos destinados à saúde e a fiscalização das práticas administrativas. A supervisão rigorosa e a análise crítica são fundamentais para assegurar a confiança na administração da saúde pública na cidade, especialmente em tempos de grave crise.
Texto: Messias da Gente