Novo secretário da Saúde, Pedro Guilherme, diz não haver recursos disponíveis para pagar fornecedores
A situação da saúde pública em Goiânia continua a se deteriorar, com novos episódios revelando a escassez de medicamentos, insumos e vagas em UTIs, resultando em consequências trágicas para muitos pacientes. Recentemente, um bloqueio de R$57,3 milhões nas contas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), solicitado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), intensificou ainda mais essa crise.
Impactos do bloqueio
Segundo a Secretaria, o bloqueio pode causar prejuízos incalculáveis aos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida gera insegurança para os usuários e aumenta o risco de suspensão de serviços essenciais. Entre as contas afetadas, uma delas recebe recursos do Ministério da Saúde para o Financiamento de Serviços de Média e Alta Complexidade (MAC).
Ameaças de suspensão de serviços
A crise financeira levou prestadores de serviços e fornecedores a ameaçarem interromper suas atividades. Médicos e empresas que fornecem oxigênio hospitalar, vital para pacientes em estado crítico nas salas vermelhas dos Centros de Atendimento Integrado à Saúde (Cais) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), estão entre os mais afetados.
O novo secretário de Saúde, Pedro Guilherme Gioia, que assumiu após a saída de Cyanara Mathias, declarou que não há recursos disponíveis para o pagamento aos fornecedores. Ele alertou que muitos prestadores de serviços estão paralisando suas entregas devido à incerteza sobre o recebimento. Inclusive, a empresa responsável pela limpeza das unidades de saúde já suspendeu suas atividades.
Esperanças de aporte
Em resposta à situação crítica, a Procuradoria Geral do Município (PGM) planeja apresentar um agravo que deve ser julgado em até 48 horas. O secretário também está aguardando a criação de um cronograma de pagamentos para avaliar a possibilidade de flexibilizar repasses e garantir a continuidade da assistência à população.
Além disso, o prefeito Rogério Cruz (Solidariedade) anunciou, em suas redes sociais, que, com a ajuda do senador Jorge Kajuru (PSB), conseguiu uma reunião com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Durante o encontro, Alckmin prometeu um aporte de R$ 70 milhões para a saúde de Goiânia, com previsão de liberação na próxima semana, conforme informado por Kajuru.