Diante da recente prisão do secretário de Saúde de Goiânia, Wilson Pollara, e de dois assessores, cresce a pressão entre os vereadores para o possível afastamento do prefeito Rogério Cruz (SD), a menos de um mês do término de seu mandato.
As acusações que sustentam a discussão incluem má gestão na saúde pública, destacadas pela Operação Comorbidade, conduzida pelo Ministério Público de Goiás, que levou à prisão de Pollara e outros envolvidos, além de problemas graves na limpeza urbana, caracterizados pela coleta irregular de lixo e falhas na administração de resíduos. Há também atrasos significativos nos pagamentos a diversas secretarias municipais, como as de Infraestrutura, Cultura e Administração.
Até o momento, pelo menos 20 vereadores demonstraram apoio à proposta de afastamento, número suficiente para formalizar o pedido, que exige a concordância de um terço dos membros da Câmara. Caso o afastamento se concretize, o presidente da Câmara, Romário Policarpo, assumiria interinamente a prefeitura até 31 de dezembro. No entanto, Policarpo arquivou uma solicitação semelhante no ano passado, alegando, por meio da Procuradoria da Casa, que não atendia aos critérios legais.
Ainda que a ideia de afastamento avance, a chance de ser efetivada é pequena, já que depende da autorização do próprio presidente do Legislativo para ser incluída na pauta de votação, algo que, ao que tudo indica, não deve acontecer.