A Justiça Militar de Goiás negou pedido de habeas corpus em favor do Coronel da Polícia Militar, Newton Nery de Castilho, buscava o trancamento de um Inquérito Policial Militar (IPM) com base em uma denúncia anônima sobre uma série de irregularidades cometidas pelo acusado.
A investigação começou neste ano, após a Agência Central de Inteligência da Polícia Militar receber denúncia anônima que apontava recebimento indevido de diárias, uso inadequado de viaturas e inobservância da jornada de trabalho durante o período em que estava lotado na Assistência Policial Militar do Congresso Nacional, em Brasília.
No documento, a defesa do Coronel Castilho argumentou que a denúncia carecia de provas concretas e que o procedimento violava os princípios constitucionais de ampla defesa e presunção de inocência, além de prejudicar a imagem do oficial dentro da corporação.
No entanto, a decisão judicial destacou que um relatório apontou possíveis irregularidades envolvendo o uso de viaturas oficiais e o recebimento indevido de diárias. Além disso, segundo o documento, houve deslocamentos suspeitos a locais fora da circunscrição do cargo ocupado pelo Coronel, incluindo viagens a São Bernardo do Campo, São Paulo, Sorriso, em Mato Grosso, e até Balneário Camboriú, Santa Catarina.
O Ministério Público, em sua manifestação, também se posicionou contra o pedido de habeas corpus, afirmando que o encerramento do inquérito seria prematuro e que as alegações da defesa não atendiam aos critérios estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal para o trancamento de inquéritos, como a atipicidade da conduta ou a falta de justa causa.
Com a negativa do habeas corpus, o Coronel Newton Nery de Castilho permanece sob investigação
Fonte – G5 news