Um episódio de violência envolvendo adolescentes e adultos gerou revolta em Goiânia. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o pai de um dos jovens parte para cima de um estudante, logo após uma briga entre dois adolescentes em uma lanchonete próxima ao Setor Jardim América.
Nas imagens, é possível ver os dois menores em luta corporal. Em seguida, o homem – identificado como pai de um dos envolvidos – entra na confusão e desfere golpes contra o outro estudante. A agressão só terminou quando um entregador e clientes do estabelecimento intervieram para separar a briga.
De acordo com informações, o caso ocorreu fora do horário de aula e das dependências escolares. O Sesc Cidadania, onde os adolescentes estudam, emitiu nota oficial repudiando qualquer forma de violência e reforçando que a instituição mantém programas de prevenção e conscientização entre os alunos.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (DEPai), que deve investigar a conduta do pai e analisar as imagens que circulam. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, o homem pode responder por lesão corporal, já que a agressão contra o estudante ficou evidente nas gravações.
O episódio escancara um problema recorrente: a banalização da violência no ambiente escolar e no convívio social. O que deveria ser resolvido pelo diálogo entre os jovens e com a mediação da escola e da família terminou em agressões físicas, transmitindo à comunidade um exemplo perigoso.
Casos como este levantam um debate urgente: até que ponto a violência pode ser justificada como defesa? Quando adultos se envolvem em brigas de adolescentes, a situação deixa de ser apenas um conflito entre jovens e se transforma em um ato criminal.
A sociedade cobra agora que a Justiça responsabilize os envolvidos e que a escola, junto às famílias, reforce ações de diálogo, prevenção e apoio psicológico aos alunos.
Redação



