Goiás pode ser peça-chave na eleição presidencial de 2026. O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) retomaram o diálogo após anos de distanciamento político. A conversa recente entre os dois líderes reacende especulações sobre uma possível aliança futura com impacto direto no cenário nacional — e, claro, nas articulações dentro do estado.
Durante a pandemia, Caiado e Bolsonaro romperam publicamente. O governador goiano defendeu medidas de proteção à vida, como o uso de máscaras, isolamento social e vacinação em massa, enquanto Bolsonaro seguiu linha oposta. Desde então, os dois não voltaram a caminhar juntos politicamente.
No entanto, nos bastidores, a política tem suas reviravoltas. Segundo aliados próximos, o contato recente por telefone foi amistoso e abriu portas para uma reaproximação, principalmente com o olhar voltado às eleições de 2026.
Caiado quer ser presidente
Caiado já não esconde de ninguém que quer disputar a Presidência da República. O lançamento oficial da pré-candidatura está previsto para o dia 4 de abril, em Salvador, durante um evento nacional do União Brasil. E, para alavancar esse projeto, é fundamental construir pontes — inclusive com Bolsonaro e seu eleitorado fiel.
Aliados têm sugerido que Caiado não pode se dar ao luxo de desprezar o apoio bolsonarista, que continua sendo decisivo, principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sul e Norte do país.
Goiás como ponte estratégica
Uma eventual aliança entre os dois nomes pode fortalecer Goiás como protagonista no tabuleiro político nacional. A união entre a força institucional de Caiado e a popularidade de Bolsonaro entre conservadores pode gerar uma frente robusta para enfrentar o petismo em 2026.
Apesar disso, ainda existem feridas abertas. Na eleição municipal de 2020 e em outras disputas locais, os dois estiveram em palanques opostos. Superar essas diferenças será um desafio — mas a política mostra, dia após dia, que acordos improváveis se tornam realidade quando o interesse maior fala mais alto.
Para os goianos, essa reaproximação promete agitar os bastidores e influenciar desde a disputa pelas prefeituras em 2024 até a formação dos palanques estaduais e nacionais dois anos depois.
Redação