O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, suspendeu a adesão do Estado ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados junto à União (Propag) devido aos vetos presidenciais que alteraram pontos cruciais do programa. Caiado considerou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma “retaliação voltada para Goiás”.
O secretário da Economia de Goiás, Francisco Sérvulo Freire Nogueira, destacou que os vetos impactaram negativamente o Estado, especialmente pela proibição do uso de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) para abater juros e pela impossibilidade de suspender pagamentos de dívidas garantidas pela União. Essas mudanças enfraquecem o objetivo do programa de atender estados mais endividados, como Goiás, cuja dívida total ultrapassa R$ 25 bilhões.
Além de Goiás, outros estados manifestaram insatisfação com os vetos. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que não aderirá ao Propag se os vetos não forem derrubados, ressaltando que as alterações tornam o programa menos vantajoso do que o Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Zema mencionou conversas com os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e de Goiás, Ronaldo Caiado, para buscar a derrubada dos vetos no Congresso Nacional.
Diante desse cenário, a adesão de Goiás ao Propag permanece suspensa, enquanto o governo estadual avalia os impactos dos vetos e aguarda possíveis mudanças que tornem o programa mais favorável ao Estado.
Redação