O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) publicou, na última quinta-feira (19), uma resolução que garante aos médicos a autonomia para definir o tempo necessário em cada consulta, de acordo com a necessidade clínica do paciente.
A medida surge em meio à polêmica instaurada em Goiânia após a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ter encaminhado um termo instrutivo sugerindo que profissionais da rede pública realizassem quatro atendimentos por hora — o que equivaleria a 15 minutos por paciente.
Segundo o presidente do Cremego, Rafael Martinez, a decisão representa “um marco importante” para a categoria. “O ato ampara a boa medicina e reforça a autonomia profissional, essencial para que cada paciente receba a atenção adequada ao seu caso”, declarou.
A resolução leva em conta que a complexidade dos atendimentos é variável. Em alguns casos, um diagnóstico pode ser feito em poucos minutos; em outros, é necessário tempo maior para ouvir o paciente, solicitar exames e prescrever o tratamento correto.
Em nota, a SMS de Goiânia informou que a proposta não tinha caráter obrigatório e visava apenas organizar os atendimentos, garantindo horário marcado e menor tempo de espera. O órgão destacou ainda que a decisão sobre a duração de cada consulta permanece sob responsabilidade do médico.
Com a resolução, o Cremego pretende resguardar a prática médica em Goiás, assegurando que pressões administrativas não interfiram na qualidade do atendimento e na relação médico-paciente.
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