sábado, março 14, 2026
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Aumento do IPTU e ITU revolta moradores em Aparecida: apenas quatro vereadores votaram contra reajuste aprovado pela Câmara

Com economia fraca e contas apertadas, população é surpreendida com impostos mais caros em 2026; decisão da maioria dos vereadores gera críticas e levanta questionamentos sobre retorno dos tributos para a cidade

No terceiro mês de 2026, com a economia do país ainda enfrentando dificuldades e muitas famílias lutando para equilibrar as contas dentro de casa, a população de Aparecida de Goiânia recebeu uma notícia que caiu como um balde de água fria: os boletos do IPTU e do ITU chegaram mais caros.

Os impostos municipais já estão liberados para pagamento, mas o que deveria ser apenas mais uma obrigação anual acabou virando motivo de revolta para muitos moradores. Ao acessar os boletos ou receber os carnês, contribuintes começaram a perceber que os valores estão mais altos — um aumento que foi aprovado pela maioria dos vereadores da cidade.

Oficialmente, a prefeitura informou que o reajuste geral aplicado em 2026 foi de 4,26%, referente à correção da inflação. Porém, no caso do ITU — imposto cobrado sobre lotes vagos, a cobrança segue um sistema progressivo que pode variar de 1,5% até 3% sobre o valor venal do terreno, dependendo da valorização do imóvel.

Na prática, isso significa que alguns proprietários de terrenos acabaram recebendo cobranças bem acima do que esperavam. Em alguns casos, contribuintes relatam valores que chamaram atenção pela diferença em relação aos anos anteriores.


A decisão foi tomada na Câmara

O aumento não surgiu do nada. Ele é resultado de uma mudança nas regras do Código Tributário Municipal aprovada recentemente pela Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia.

Durante a votação, os vereadores ficaram divididos — mas a maioria decidiu apoiar o projeto.

A proposta foi defendida por seus apoiadores como uma forma de atualizar o sistema tributário da cidade e corrigir distorções na cobrança de impostos.

Mas para muitos moradores, o discurso técnico não muda o principal problema: o imposto aumentou justamente em um momento em que a população já enfrenta dificuldades financeiras.


Apenas quatro vereadores votaram contra

Em meio à maioria favorável ao projeto, quatro vereadores decidiram se posicionar contra o reajuste e alertaram para os impactos que a medida poderia causar para pequenos proprietários e famílias que possuem terrenos como patrimônio.

Votaram contra:

  • Lipe Gomes
  • Dyeme Vasconcelos
  • Felipe Cortez
  • Gleison Flávio

Eles defenderam que mudanças desse tipo precisariam de mais debate e estudos antes de serem aprovadas, justamente porque mexem diretamente no bolso da população.


A maioria aprovou o aumento

Mesmo com os alertas, o projeto foi aprovado pela maioria dos parlamentares.

Votaram a favor da mudança:

  • Almeidinha (MDB)
  • Arnaldo Leite (MDB)
  • Bi Dourado (AGIR)
  • Edinho Carvalho (MDB)
  • Isaac Martins (UB)
  • Mazinho Baiano (DC)
  • Neto Gomes (Mobiliza)
  • Professor Clusemar (Podemos)
  • Rogério Almeida (MDB)
  • Tales de Castro (PSD)
  • Wegney Costa (PDT)
  • André Fortalez (Sem partido)
  • Ataídes Neguinho (MDB)
  • Camila Rosa (UB)
  • Mazinho Madre Germana (PT)
  • Olair Silva (PRD)
  • Tatá Teixeira (UB)

Quando o imposto sobe, a cobrança da população também aumenta

Para quem vive em Aparecida de Goiânia, o aumento dos impostos municipais levanta uma pergunta inevitável: o que a população está recebendo em troca?

Em muitos bairros ainda existem problemas antigos que seguem sem solução — ruas sem asfalto, iluminação precária, dificuldade no acesso a serviços de saúde e transporte público limitado.

Por isso, quando o carnê do imposto chega mais caro, a cobrança também cresce.

Moradores querem saber se o dinheiro arrecadado será realmente transformado em melhorias para a cidade ou se continuará sendo apenas mais uma despesa obrigatória no orçamento das famílias.

Enquanto isso, a realidade é uma só: os boletos já estão disponíveis, os prazos de pagamento começaram a correr e milhares de aparecidenses terão que se organizar para pagar um imposto maior em um momento em que o dinheiro está cada vez mais curto.

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