sábado, março 7, 2026
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Advogado denuncia agressão em fórum de Valparaíso; TJGO e OAB investigam

O que deveria ser apenas mais um dia de trabalho no Fórum de Valparaíso de Goiás terminou em caso de polícia. O advogado André Mariani denunciou ter sido agredido fisicamente por um servidor da Unidade de Processamento Judicial (UPJ) no dia 4 de setembro. O episódio gerou indignação na classe jurídica e já mobiliza tanto a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO) quanto o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

De acordo com a denúncia, Mariani solicitava que os autos de um processo fossem encaminhados ao juiz responsável, mas o servidor teria se recusado. Ao insistir no pedido, o advogado afirma que foi surpreendido com agressões físicas — chegou a ser enforcado e xingado. A confusão só terminou após a intervenção de outros servidores.

Um policial lotado no fórum acionou a Polícia Militar, e um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) foi registrado.

A denúncia repercutiu rapidamente entre advogados da região. Para a OAB-GO, o caso representa uma grave violação das prerrogativas da advocacia, direito constitucional que garante o exercício livre da profissão.

“É repugnante que um advogado seja agredido dentro de um espaço que deveria ser símbolo de justiça e respeito às leis”, afirmou a entidade em nota.

A OAB-GO informou que já solicitou:

  • A instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o servidor;

  • O afastamento preventivo dele de suas funções;

  • O acesso imediato às imagens de câmeras do fórum para apuração.

O Tribunal de Justiça de Goiás confirmou a abertura de sindicância interna e disse que o servidor foi substituído e não integra mais a equipe de gestão da unidade onde ocorreu o episódio.

Segundo o TJ, a investigação busca esclarecer todos os detalhes do caso, e as medidas cabíveis serão tomadas conforme o resultado da apuração.

A agressão a um advogado dentro de um fórum não é apenas um ato de violência isolado: é um ataque à própria Justiça. Servidores públicos têm dever de urbanidade e respeito, especialmente em um espaço que simboliza a lei.

É fundamental que o caso não termine em mais uma sindicância sem consequências. A sociedade e a advocacia goiana aguardam uma resposta firme do TJGO e a responsabilização exemplar do servidor envolvido.

Redação

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