sexta-feira , 4 abril 2025

Advogada acusada de matar ex-sogro e avó dele é transferida para a Casa do Albergado após reativação de registro na OAB

A advogada Amanda Partata, de 32 anos, acusada de matar o ex-sogro e a mãe dele por envenenamento em Goiânia, foi transferida para a Casa do Albergado após a reativação de seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO). A Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP) confirmou a informação nesta quinta-feira (19).

Em abril de 2024, o registro da advogada foi temporariamente suspenso, o que resultou na transferência dela para a Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia. Contudo, no mesmo mês, com a reativação do registro, Amanda retornou à Casa do Albergado.

A OAB-GO informou que o caso de Amanda permanece sob análise do Tribunal de Ética e Disciplina (TED). Em nota, a instituição destacou que o processo está sendo conduzido em conformidade com os princípios do contraditório e da ampla defesa.

Recurso negado para nova perícia
Nesta semana, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) rejeitou um recurso da defesa que buscava comprovar a insanidade mental da acusada. O pedido de uma nova perícia foi negado com base em um laudo emitido pela Junta Médica Oficial do TJGO em abril de 2024, que concluiu que Amanda tinha plena capacidade de compreender e planejar suas ações no momento dos crimes.

O tribunal também apontou que o crime foi premeditado, com Amanda pesquisando sobre venenos indetectáveis e adquirindo uma substância tóxica que utilizou para envenenar as vítimas.

Detalhes do crime
Amanda é acusada de matar Leonardo Pereira Alves, de 56 anos, e Luzia Tereza Alves, de 86 anos, pai e avó de seu ex-namorado, ao oferecer bolos envenenados durante uma visita em 17 de dezembro de 2023. Ela também teria tentado envenenar outros dois parentes do ex-namorado, mas as tentativas falharam porque eles não consumiram o doce.

As investigações apontaram que Amanda agiu motivada por ciúmes e rejeição após o término de um breve relacionamento com o filho de Leonardo. Durante o namoro, que durou cerca de um mês, ela chegou a fingir uma gravidez para se aproximar da família.

Câmeras de segurança registraram Amanda recebendo a encomenda da substância tóxica de um laboratório antes do crime.

Acusações contra Amanda Partata
Amanda responde pelos seguintes crimes:

Homicídio triplamente qualificado contra Leonardo Pereira Alves (motivo torpe, emprego de veneno e dissimulação).
Homicídio triplamente qualificado contra Luzia Tereza Alves, com agravante devido à idade da vítima.
Homicídio tentado duplamente qualificado contra o tio do ex-namorado (motivo torpe e emprego de veneno).
Homicídio tentado duplamente qualificado contra o avô do ex-namorado, com agravante devido à idade da vítima.
Cronograma do processo
05/01/2024: Processo iniciado no Projudi.
09/01/2024: Polícia Civil conclui a investigação.
16/12/2024: TJGO nega recurso para nova perícia de insanidade mental.
A defesa de Amanda segue tentando reverter as acusações, mas as evidências apontam para um crime premeditado e consciente.

Redação

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