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Lula e Flávio aceitam quebra de sigilos, e decisão fica nas mãos de Mendonça

Campanhas concordam em divulgar dados bancários e telefônicos dos candidatos e de aliados, mas decisão final sobre a quebra dos sigilos depende do ministro André Mendonça, do TSE.

Lula e Flávio Bolsonaro aceitam quebra de sigilos, e decisão fica nas mãos de André Mendonça

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, aceitaram as exigências apresentadas pelos dois lados para a quebra dos sigilos telefônico e bancário dos candidatos e de pessoas ligadas a eles. Agora, a decisão depende do ministro André Mendonça, relator do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Uma petição assinada pelas equipes de Lula e Flávio, à qual o Metrópoles teve acesso, estabelece que a abertura dos sigilos será imediata, total e realizada simultaneamente para os dois candidatos, conforme as condições aceitas por ambas as campanhas. O documento também prevê que as autorizações sejam abertas e divulgadas nesta quinta-feira (22).

A campanha de Lula já entregou ao TSE a autorização para a quebra dos sigilos. A equipe de Flávio Bolsonaro, por sua vez, confirmou que também apresentará o documento até as 23h59 desta quinta-feira.

Exigências apresentadas pela campanha de Lula

Entre as condições defendidas pela campanha petista está a divulgação de informações financeiras, fiscais e telefônicas de Flávio Bolsonaro, além de dados relacionados a pessoas e empresas ligadas ao senador.

O pedido inclui informações sobre Willer Tomaz, amigo e sócio de Flávio, investigado pela Polícia Federal por suposto envolvimento em fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A campanha de Lula também solicitou dados de empresas relacionadas ao senador, entre elas a Alcazar Holdings, além de movimentações bancárias, informações fiscais e registros telefônicos abrangidos pelas autorizações.

O que Flávio Bolsonaro exigiu de Lula

A equipe de Flávio Bolsonaro condicionou a abertura dos próprios dados ao cumprimento de exigências relacionadas ao presidente Lula, a familiares, assessores e entidades vinculadas ao petista.

Entre os pedidos está a apresentação de autorizações para a quebra de sigilo de integrantes do entorno presidencial, incluindo Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

A lista também contempla informações bancárias e fiscais de empresas ligadas a familiares do presidente, incluindo negócios relacionados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A campanha ainda solicitou dados sobre o Instituto Lula e a empresa L.I.L.S. Palestras, considerando o período a partir de 2003.

Pedidos envolvem Daniel Vorcaro e despesas da Presidência

Outro ponto apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. A equipe pediu transparência sobre os registros de acesso ao Palácio do Planalto e detalhes da audiência entre Lula e o empresário, realizada em dezembro de 2024.

As exigências incluem ainda a divulgação das despesas do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023 e do histórico das agendas institucionais da primeira-dama Janja durante o mandato.

A campanha também solicitou esclarecimentos sobre a interlocução do governo federal com a lobista Roberta Luchsinger, incluindo registros de visitas a prédios oficiais e deslocamentos em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Outro pedido envolve a quebra de sigilo de Frei Chico, irmão do presidente e sindicalista.

Com as duas campanhas afirmando aceitar as condições negociadas, a efetivação da quebra dos sigilos depende agora da decisão do ministro André Mendonça, responsável pela análise do caso no Tribunal Superior Eleitoral.

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