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Creche clandestina em Aparecida é flagrada com 30 crianças, sujeira e alimentos estragados

Fiscalização encontrou falta de higiene e alimentos considerados impróprios para consumo no imóvel; dona do local e duas funcionárias foram levadas à delegacia.

Creche clandestina é flagrada com 30 crianças em condições insalubres em Aparecida de Goiânia

Uma ação da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Conselho Tutelar identificou 30 crianças em uma casa que funcionava como creche clandestina no bairro Papillon Park, em Aparecida de Goiânia. Durante a fiscalização, as equipes encontraram condições insalubres, falta de limpeza e alimentos considerados inadequados para o consumo.

A proprietária do estabelecimento e duas funcionárias foram encaminhadas para a delegacia, onde o delegado plantonista deve avaliar a ocorrência e definir o enquadramento legal do caso.

Local apresentava falta de higiene

Segundo a conselheira tutelar Elita Arantes, o imóvel apresentava problemas de higiene, com móveis e objetos sem limpeza adequada. Havia alimentos no local, mas, conforme a avaliação da Vigilância Sanitária relatada pela conselheira, eles não eram apropriados para as crianças.

No momento em que as equipes chegaram, uma educadora preparava ovos e pretendia servir pão às crianças.

A fiscalização também identificou a ausência de registros das crianças atendidas. De acordo com o Conselho Tutelar, a equipe solicitou as fichas de cadastro e os contatos dos responsáveis, mas nenhum documento foi apresentado.

Após a intervenção, as 30 crianças foram entregues às respectivas famílias.

Pais pagavam até R$ 700 por mês

Durante a ação, pais ouvidos pelas equipes relataram dificuldades para conseguir vagas nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis). Alguns disseram que confiavam na responsável pela creche por ela ter boas referências na comunidade.

Os valores pagos pelo serviço variavam entre R$ 450 e R$ 700. Segundo relatos repassados ao Conselho Tutelar, algumas crianças frequentavam o local havia mais de cinco anos. Em determinados casos, a diferença no preço estava relacionada ao transporte oferecido pela responsável.

Responsável foi orientada a regularizar o estabelecimento

A conselheira tutelar informou que orientou a proprietária a buscar a regularização caso queira continuar trabalhando com o cuidado de crianças.

Segundo o guarda civil municipal Jeferson Santana, a ocorrência seguia em andamento na Central de Flagrantes. A situação deverá ser avaliada pela autoridade policial, que definirá as providências legais cabíveis.

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