Pesquisa revela bares, cabarés e bordéis frequentados por trabalhadores na antiga Goiânia
Uma pesquisa de doutorado da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) revelou detalhes da vida cotidiana em Goiânia entre 1930 e 1955, período de construção e consolidação da capital. O estudo identificou bares, casas de dança e estabelecimentos ligados à prostituição frequentados por trabalhadores e moradores da época.
Entre os locais citados estão os bares Bahia, Brasserie, Goiás, Ipiranga, Marabá, Araguaia e Pão Duro, além do Bordel Maria Branca e da Boate Bambu. Os estabelecimentos funcionavam em regiões como o Centro, Campinas e Botafogo.
Desenvolvida pelo historiador Matheus Nascimento Germano, a pesquisa analisou processos criminais, jornais, documentos públicos e entrevistas históricas. Os registros também revelaram episódios de violência, discussões por dívidas e conflitos entre frequentadores, oferecendo um retrato de uma Goiânia que vai além dos prédios em art déco e das fotografias oficiais da fundação.
O levantamento mostra ainda como bares e outros espaços populares serviam como locais de convivência, jogos de cartas, sinuca e consumo de bebidas. O estudo ajuda a resgatar a participação de trabalhadores, comerciantes, mulheres e migrantes na formação social da capital goiana.




