HomeCidadesJovem finge ligação com o PCC para ameaçar e intimidar professores

Jovem finge ligação com o PCC para ameaçar e intimidar professores

Homem de 22 anos foi preso em Santos após investigação sobre ameaças a professores, policiais e ex-colegas; polícia apreendeu computadores e celulares e apura possível planejamento de ataques em escolas.

Jovem é preso por ameaças de morte e incentivo a ataques em escolas usando falsa ligação com o PCC

Investigado de 22 anos foi detido em Santos, no litoral paulista; segundo a Polícia Civil, ele usava o Discord para intimidar professores, policiais e ex-colegas, além de compartilhar material de abuso sexual infantil.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, em Santos, no litoral paulista, um homem de 22 anos investigado por disseminar ameaças de morte, incentivar ataques em escolas e compartilhar material de abuso sexual infantil por meio da plataforma Discord. Segundo os investigadores, o suspeito também utilizava o nome de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), para intimidar as vítimas.

De acordo com a investigação, o jovem ameaçava professores, policiais e ex-colegas de classe, afirmando que integrava o PCC e fazendo referências ao Comando Vermelho. No entanto, conforme a Polícia Civil, as apurações preliminares não identificaram indícios de ligação formal entre o investigado e a facção criminosa.

Nome de facção era usado para intimidar vítimas

Para os investigadores, a falsa associação com organizações criminosas fazia parte da estratégia utilizada pelo suspeito para aumentar o medo e dar maior credibilidade às ameaças.

As mensagens investigadas continham ameaças de morte e incentivo a ataques contra alunos e profissionais da educação. Segundo a delegada responsável pelo caso, Daniela Perez Lázaro, não havia, até aquele momento, uma instituição de ensino específica identificada como alvo iminente.

A Polícia Civil apura se as ameaças estavam relacionadas a um planejamento concreto de ataque ou se havia outras pessoas envolvidas nas atividades realizadas pela plataforma.

Polícia apreende computadores e celulares

A investigação começou em setembro, após denúncias de perseguição e ameaças recorrentes. A partir da identificação do perfil utilizado no Discord, os agentes passaram a analisar as publicações e identificar possíveis vítimas.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, os policiais recolheram computadores, celulares, dispositivos de armazenamento e anotações com referências ao comércio ilegal de armas e substâncias entorpecentes.

Os equipamentos serão submetidos à perícia técnica para auxiliar na apuração dos fatos, verificar a possível existência de planos de ataques e identificar eventuais envolvidos.

Investigado permaneceu em silêncio

Durante o interrogatório, o homem optou por permanecer em silêncio. Diante da gravidade das suspeitas, a autoridade policial solicitou à Justiça a conversão da prisão em preventiva.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de São Paulo. As suspeitas ainda dependem da análise das provas e do andamento do procedimento policial e judicial.

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