Cerco às bets: governo já derrubou mais de 11 mil sites por propaganda ilegal
O governo federal já retirou do ar mais de 11.700 sites que divulgavam propaganda ilegal de bets no Brasil. A operação ocorre no momento em que sites e aplicativos de plataformas de apostas deixam de operar no país nesta terça-feira (6).
Segundo informações divulgadas pelo analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, no programa CNN Novo Dia, os endereços eletrônicos foram identificados por uma força-tarefa formada pelo Ministério da Justiça e pelo Ministério da Fazenda.
A ação contou com a participação do CyberLab, laboratório de inteligência cibernética do Ministério da Justiça, e da Secretaria de Apostas da Fazenda.
Sites continuavam divulgando apostas ilegais
De acordo com a apuração, os órgãos monitoraram plataformas que continuavam exibindo anúncios de bets mesmo após a edição da medida provisória que proibiu a atuação dessas empresas no país.
Entre os conteúdos identificados estavam propagandas que incentivavam usuários a depositar dinheiro nas plataformas com a promessa de ganhos elevados.
Segundo Elijonas Maia, havia anúncios oferecendo, por exemplo, a possibilidade de transformar depósitos de R$ 50 em R$ 1 mil.
Redes sociais também foram atingidas
A operação não ficou restrita aos sites. Cerca de 1.500 páginas no Facebook e 110 perfis no Instagram também foram removidos por divulgação de conteúdo relacionado às plataformas consideradas irregulares.
O Telegram também foi alvo da operação. Canais utilizados para divulgar bets e incentivar depósitos em jogos ilegais, que reuniam aproximadamente 1,3 milhão de pessoas, foram derrubados.
Prazo para retirar dinheiro terminou
Os usuários das plataformas tiveram até 23h59 de segunda-feira (5) para retirar os recursos que ainda estavam depositados nos sites.
A partir desta terça-feira (6), as plataformas atingidas pela medida passam a ficar inacessíveis no Brasil, além de proibidas de operar no país.
O número de endereços retirados do ar ainda pode aumentar. Segundo a apuração, o balanço definitivo da operação deverá ser divulgado pelo Ministério da Justiça.
A ofensiva faz parte das medidas adotadas pelo governo federal para combater a atuação de plataformas de apostas consideradas ilegais e a publicidade utilizada para atrair usuários brasileiros.




