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Quatro ex-primeiras-damas chegam ao Senado sem nunca terem exercido mandato

Sem nunca terem exercido mandato, Michelle Bolsonaro, Gracinha Caiado, Marina JHC e Rayssa Furlan chegam ao Senado após trajetórias políticas ligadas aos maridos.

Quatro ex-primeiras-damas são eleitas para o Senado e estreiam na política nacional em 2027

Michelle Bolsonaro, Gracinha Caiado, Marina JHC e Rayssa Furlan chegam ao Senado sem terem exercido anteriormente um mandato eletivo

Das doze mulheres eleitas para o Senado em 2026, quatro compartilham um traço pouco usual: são ex-primeiras-damas que, até vencerem nas urnas no último domingo (4), jamais haviam ocupado um cargo eletivo. Michelle Bolsonaro (PL-DF), Gracinha Caiado (União-GO), Marina JHC (PSDB-AL) e Rayssa Furlan (Podemos-AP) iniciarão, em 2027, seus primeiros mandatos em uma das principais instituições políticas do país.

Michelle Bolsonaro

Esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro foi eleita pelo Distrito Federal com 938.496 votos, tornando-se a senadora mais votada da história do DF. Apesar de estrear nas urnas, ela já era conhecida do eleitorado por sua participação nas articulações políticas ligadas ao grupo de Bolsonaro.

O lançamento oficial de Michelle na política ocorreu em 2023, quando ela assumiu a presidência nacional do PL Mulher, braço feminino do Partido Liberal. A partir daquele momento, passou a percorrer diferentes regiões do país em agendas partidárias e a participar de articulações relacionadas à atuação da legenda.

Antes de se tornar primeira-dama do Brasil, Michelle também havia trabalhado como assessora parlamentar em gabinetes de deputados federais, entre eles Jair Bolsonaro. Durante o governo do marido, de 2019 a 2022, ela esteve à frente de iniciativas sociais e de ações voltadas à inclusão, além de ter presidido o conselho do programa Pátria Voluntária.

Assim, embora a eleição de 2026 represente seu primeiro mandato eletivo, Michelle já acumulava experiência na atuação política e partidária antes de chegar ao Senado.

Gracinha Caiado

Em Goiás, Gracinha Caiado (União), esposa do ex-governador Ronaldo Caiado, foi eleita senadora com 1.458.522 votos. Ela também chegou ao cargo sem ter exercido anteriormente um mandato eletivo.

Produtora rural, Gracinha acompanhou a trajetória política do marido ao longo de décadas. Em junho de 2026, assumiu ainda a presidência da federação União Progressista (União-PP) em Goiás.

Rayssa Furlan

No Amapá, Rayssa Furlan (Podemos) conquistou uma cadeira no Senado com 264.799 votos. Ela é esposa de Antônio Furlan, ex-prefeito de Macapá, que também foi eleito governador do estado em 2026.

Apesar de nunca ter ocupado um cargo eletivo, Rayssa já havia disputado uma eleição para o Senado em 2022, quando ficou em segundo lugar na disputa.

Marina JHC

Em Alagoas, Marina JHC (PSDB), esposa de João Henrique Caldas, o JHC, foi eleita senadora com 926.860 votos. Ela utilizou eleitoralmente a identificação do marido e terá como primeira suplente Eudócia Caldas, mãe de JHC e atual senadora.

JHC também venceu a disputa pelo governo de Alagoas e assumirá o cargo em 2027. Com isso, Marina chegará ao Senado no mesmo momento em que o marido iniciará o mandato no Executivo estadual.

Nova presença feminina no Senado

As quatro ex-primeiras-damas estarão entre as novas integrantes do Senado a partir de fevereiro de 2027. A eleição de 2026 também ampliou a presença feminina na Casa, que passará a contar com novas representantes eleitas em diferentes estados.

O resultado marca a entrada de Michelle Bolsonaro, Gracinha Caiado, Rayssa Furlan e Marina JHC em mandatos eletivos e amplia a presença de mulheres que já tinham atuação política fora das urnas, mas que agora terão participação direta nas decisões do Congresso Nacional.

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