Lula é questionado sobre fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, foi questionado sobre a informação falsa que circulou nas redes sociais de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) poderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A declaração ocorreu durante entrevista ao programa “Canal Livre”, da Band, exibido no último domingo (27). Ao comentar o assunto, Lula afirmou que não considera aceitável qualquer tentativa de mexer com a devoção a Nossa Senhora Aparecida.
“Esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável, não é aceitável, não dá. Já teve gente da religião evangélica que um dia chutou Nossa Senhora Aparecida”, afirmou o presidente.
Na sequência, a jornalista Adriana Araújo questionou: “Mas foi uma fake news, né, presidente?”. Lula respondeu: “Eu não sei se foi fake news”.
O presidente então afirmou que o conteúdo estava circulando com força nas redes sociais e defendeu a permanência de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
“O dado concreto é que isso está na rede social muito forte, como já tenho a experiência de terem chutado, não é a primeira vez, a Nossa Senhora Aparecida, e dizer que ela não vai ser padroeira do Brasil. Eu quero dizer o seguinte: ela vai ser padroeira do Brasil porque o povo brasileiro quer e tem fé”, completou.
Como surgiu a polêmica
A controvérsia começou a ganhar força nas redes sociais em 23 de setembro, quando passaram a circular publicações afirmando que Flávio Bolsonaro, caso fosse eleito presidente, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
As publicações utilizaram como referência uma declaração feita por Flávio em agosto. Na ocasião, o candidato afirmou que, caso chegasse à Presidência, um de seus primeiros atos seria decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.
Flávio negou posteriormente que tivesse qualquer proposta para retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Em publicação nas redes sociais, ele classificou a informação como falsa e atribuiu a divulgação do conteúdo a adversários políticos.
Decisões sobre publicações nas redes sociais
A repercussão da controvérsia também chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 25 de setembro, o ministro André Mendonça determinou a remoção de publicações relacionadas ao conteúdo, considerando-as inverídicas. Entre os atingidos pela decisão estava o humorista Antonio Tabet.
Posteriormente, o ministro Flávio Dino, do STF, derrubou a determinação de Mendonça que havia atingido uma publicação de Tabet. Segundo informações divulgadas sobre a decisão, Dino considerou que a medida anterior configurava censura prévia.
A disputa jurídica acrescentou um novo capítulo ao debate sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral diante de conteúdos publicados durante o período de campanha.
O episódio ocorre em meio à reta final do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro.
Redação Jaqueline




