Fazenda revisa para baixo projeção do PIB e prevê alta de 2% em 2026 e 2,3% em 2027
A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 foi reduzida para 2%, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (22) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. A estimativa anterior era de 2,3%.
Para 2027, a previsão também foi revisada para baixo, passando de 2,5% para 2,3%.
Segundo a Fazenda, a redução da estimativa para 2026 está relacionada principalmente aos juros elevados e à inadimplência, que vêm pressionando setores importantes da economia, como serviços e comércio. A agropecuária, por outro lado, contribui para sustentar o desempenho da atividade econômica.
Endividamento limita consumo das famílias
O relatório aponta que o endividamento das famílias permaneceu praticamente estável em relação à renda entre maio e junho, em torno de 49,8%. Apesar disso, o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas chegou a 28,9% em junho, maior nível registrado desde o início da série histórica.
Quando excluídos os financiamentos imobiliários, o comprometimento ficou em 26,6%.
De acordo com a SPE, o custo elevado do crédito dificulta que o aumento da renda e a melhora do mercado de trabalho se transformem em maior consumo das famílias.
A secretaria destacou que, mesmo com o desemprego em níveis baixos e o avanço da massa de rendimentos, o elevado comprometimento da renda com o pagamento de dívidas reduz o espaço para novos gastos.
O relatório aponta ainda que o cenário de juros altos e endividamento deve continuar limitando o ritmo de crescimento da economia brasileira nos próximos períodos.




