HomeCidadesInvestigações envolvendo Lulinha e Banco Master podem avançar só após as eleições

Investigações envolvendo Lulinha e Banco Master podem avançar só após as eleições

Investigações sobre Lulinha e Banco Master devem se estender até depois das eleições

Investigações sobre Lulinha e Banco Master devem ficar para depois das eleições
PF ainda precisa concluir perícias, ouvir investigados e analisar novas provas; inquéritos podem avançar até o fim de 2026

As duas investigações que estão entre os principais assuntos das disputas políticas e controvérsias envolvendo as eleições de 2026 não devem ser concluídas antes do pleito. Tanto o inquérito da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master quanto a apuração envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, devem continuar nos próximos meses.

Com isso, eventuais conclusões das investigações devem ocorrer somente depois das eleições, previstas para outubro.

Caso Banco Master pode avançar até depois das eleições

No inquérito que envolve o empresário Daniel Vorcaro, havia expectativa de que as investigações fossem encerradas ainda em agosto. No entanto, a Polícia Federal solicitou mais 60 dias para concluir a apuração sobre a compra de títulos do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília).

O cronograma também sofreu atrasos devido a pedidos das defesas dos investigados para o adiamento de depoimentos.

Vorcaro deveria prestar depoimento à PF na quinta-feira (20), mas a oitiva foi adiada a pedido de seus advogados. Ainda não há uma nova data definida.

Outro investigado, Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, também teve o depoimento adiado por três vezes. A última oitiva estava prevista para o mês passado, mas ainda não foi remarcada.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) também teve o depoimento adiado após um pedido da defesa.

Investigação sobre Lulinha deve terminar no fim do ano

A apuração envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também deve se prolongar. Segundo informações atribuídas à Polícia Federal, a previsão é de que o inquérito seja concluído somente no fim de 2026.

A investigação também envolve o ex-assessor presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Neste momento, os investigadores concentram esforços na análise de informações encontradas no celular da empresária e lobista Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha.

A PF ainda avalia se será necessário convocar os investigados para prestar depoimento. A decisão deve ser tomada depois da conclusão da perícia no aparelho.

Moradia de Lulinha no exterior pode afetar investigação

Outro fator que pode influenciar o andamento do caso é o fato de Lulinha atualmente morar na Espanha. Caso a PF decida ouvi-lo, procedimentos de cooperação internacional podem ser necessários para viabilizar uma eventual intimação ou depoimento.

O filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entretanto, já indicou que está disposto a retornar ao Brasil caso seja chamado pelos investigadores.

Lulinha é alvo de três inquéritos, que são desdobramentos da Operação Sem Desconto, investigação que apura suspeitas de fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Diante dos atrasos e das novas diligências, os dois casos devem continuar no centro do debate político durante o período eleitoral, mas eventuais conclusões das investigações devem ficar para depois da votação.

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