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Campanha de Flávio endurece ataques contra Hugo, que se aproxima de Lula na disputa local

Disputa esquenta: campanha de Flávio mira Hugo, que reforça aliança com Lula

Campanha de Flávio Bolsonaro endurece críticas a Hugo Motta em meio à disputa eleitoral na Paraíba

Presidente da Câmara se aproxima de Lula e declara apoio à reeleição do petista, enquanto grupo de Flávio questiona decisão que negou segurança a Alfredo Gaspar durante a campanha

A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aumentou o tom das críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em meio à aproximação do parlamentar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à disputa política na Paraíba.

Nesta quinta-feira (20), enquanto viajava com Lula pelo Rio Grande do Norte, Motta foi alvo de críticas da campanha de Flávio após negar um pedido de proteção da Polícia Legislativa feito por Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa.

A equipe de Flávio afirmou que Hugo Motta estaria “desprezando o histórico de combate ao crime organizado” de Gaspar. O deputado foi promotor de Justiça e secretário de Segurança Pública de Alagoas e tem utilizado a pauta de segurança pública como uma das principais bandeiras durante a campanha.

Hugo Motta se aproxima de Lula

A relação entre Hugo Motta e Lula ganhou novos contornos durante a agenda no Rio Grande do Norte. Os dois participaram de compromissos públicos e protagonizaram um momento de aproximação quando o presidente da Câmara terminou um discurso. Lula abraçou e beijou Motta diante do público.

Motta pertence ao Republicanos, partido que decidiu manter neutralidade na disputa presidencial, apesar das tentativas de Flávio Bolsonaro de conquistar o apoio da legenda.

O presidente da Câmara, no entanto, já declarou que pretende apoiar a reeleição de Lula. Ao mesmo tempo, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou que apoiará Flávio Bolsonaro em São Paulo.

Disputa na Paraíba

A aproximação entre Motta e Lula também está relacionada às eleições na Paraíba. O presidente da Câmara trabalha para fortalecer a candidatura de seu pai, Nabor Wanderley, ao Senado.

Lula, por sua vez, tem demonstrado apoio à candidatura de Nabor, mas também busca garantir a reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) no estado.

O movimento transformou a Paraíba em um dos pontos de disputa entre os grupos políticos ligados ao governo e à oposição.

Pedido de segurança foi negado

A polêmica envolvendo Alfredo Gaspar começou após o deputado solicitar, em ofício enviado no dia 13 de agosto, a criação de uma equipe de segurança sob o comando de um servidor da Polícia Legislativa para acompanhá-lo durante a campanha presidencial.

O pedido foi negado por Hugo Motta nesta semana. Segundo a Câmara, a decisão levou em consideração critérios técnicos da Polícia Legislativa.

A Casa explicou que as normas de segurança previstas em ato da Mesa são voltadas a situações de risco relacionadas ao exercício do mandato ou à atuação institucional do parlamentar. Como Gaspar está concorrendo a um cargo eletivo, a situação não se enquadraria nessas regras.

A Câmara também citou um decreto de 2008, segundo o qual a segurança dos candidatos à Presidência deve ser realizada por agentes da Polícia Federal após a homologação das candidaturas em convenção partidária.

Apesar da negativa, Gaspar afirmou que não pretende recorrer da decisão.

“Não vou recorrer da decisão do presidente da Câmara. Agora vou confiar na avaliação do Hugo Motta de que não corro nenhum risco”, declarou.

O vice de Flávio disse ainda que continuará realizando atividades de campanha e defendendo pautas relacionadas ao combate ao crime organizado e à corrupção.

Disputa também envolve articulações no Congresso

Além da corrida eleitoral, Lula conta com a atuação de Hugo Motta e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em articulações no Congresso.

O governo tenta aprovar uma medida provisória que prevê mudanças na chamada “taxa das blusinhas”. O texto está em uma comissão mista e ainda precisa ser analisado pela Câmara e pelo Senado.

Com o calendário eleitoral se aproximando, o prazo para votação da medida ficou reduzido. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.

Enquanto isso, a campanha de Flávio Bolsonaro intensifica as críticas a adversários e amplia a pressão sobre integrantes do Centrão em busca de apoio para a disputa presidencial.

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