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Operação em Goiás mira grupo ligado ao CV e PCC suspeito de movimentar R$ 60 milhões em fraudes bancárias

Cerca de 100 policiais cumprem 25 mandados em cinco estados; Justiça também determinou bloqueio de contas, veículos de luxo e imóveis ligados aos investigados.

R$ 60 milhões em fraudes: operação mira grupo ligado ao CV e PCC em Goiás

Quadrilha é investigada por aplicar golpes contra empresas e lavar dinheiro para facções criminosas; operação cumpre mandados em cinco estados

Uma operação da Polícia Civil deflagrada nesta quinta-feira (20) mira uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes bancárias contra empresas e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 60 milhões e mantido ligação com integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Cerca de 100 policiais participam da ação, que cumpre 19 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão. As ordens judiciais são executadas em endereços residenciais e comerciais de Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Mato Grosso e Santa Catarina.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de cinco veículos de luxo utilizados pelos investigados. Também foram bloqueados dois imóveis avaliados em mais de R$ 3,5 milhões, além de valores e ativos financeiros vinculados aos suspeitos.

Como funcionava o esquema

De acordo com a investigação, a quadrilha atuava em diferentes etapas do golpe. Os criminosos seriam responsáveis pelo contato com as vítimas, obtenção fraudulenta de credenciais bancárias e posterior retirada e movimentação dos valores.

Depois que o dinheiro era obtido, os recursos eram rapidamente transferidos para contas de terceiros, os chamados “laranjas”. A estratégia, segundo a polícia, tinha como objetivo dificultar o rastreamento do dinheiro, esconder sua origem e dar aparência de legalidade aos valores.

As autoridades acreditam que a estrutura movimentou cifras que podem ultrapassar os R$ 60 milhões.

Investigação começou após tentativa de latrocínio

As investigações tiveram início após uma tentativa de latrocínio ocorrida no Distrito Federal, em 2024. Na ocasião, homens armados ligados ao Comando Vermelho e vindos de Mato Grosso teriam invadido a capital federal com o objetivo de assaltar um operador financeiro do esquema.

Segundo a apuração policial, os criminosos acreditavam que o alvo movimentava grandes quantias de dinheiro. Também havia suspeitas de que ele mantinha ligação com o PCC e atuava na administração financeira de recursos da facção.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou o suspeito como uma espécie de operador financeiro clandestino, responsável por ocultar patrimônio e movimentar recursos de origem criminosa.

A apuração aponta ainda que ele não trabalharia exclusivamente para uma única organização criminosa, prestando serviços financeiros tanto para integrantes do CV quanto do PCC.

Investigação pode alcançar outros envolvidos

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por crimes como furto mediante fraude por meio de dispositivo informático, estelionato eletrônico, organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica e documental.

Somadas, as penas podem chegar a 40 anos de prisão.

A operação continua com a análise dos materiais apreendidos e o rastreamento das movimentações financeiras. A Polícia Civil também busca identificar outros possíveis integrantes e beneficiários do esquema, além de dimensionar o valor total movimentado pela organização.

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