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“Menina do Ministério Etrom” tem habeas corpus negado pela Justiça e segue presa

Durante a audiência, Lusimar afirmou não ter diagnóstico de transtorno mental; pessoa próxima relatou às autoridades que ela teria diagnóstico de esquizofrenia

Justiça nega habeas corpus, e “Menina do Ministério Etrom” continua presa

O desembargador Diaulas Costa Ribeiro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Lusimar Augustinho da Silva, de 55 anos, conhecida nas redes sociais como “Menina do Ministério Etrom”. Com a decisão, ela permanece presa.

Na decisão, o magistrado afirmou que, até o momento, não ficou comprovado que o tratamento de saúde necessário seja incompatível com a custódia ou que o sistema prisional esteja deixando de oferecer a assistência determinada pela Justiça.

“Também não ficou demonstrado, até o momento, que o tratamento necessário seja incompatível com a custódia ou que o sistema prisional esteja deixando de prestar a assistência determinada”, afirmou o desembargador.

Ainda segundo a decisão, a Justiça de primeira instância já havia determinado que a condição de saúde de Lusimar fosse comunicada com urgência e que um relatório psicossocial fosse encaminhado aos órgãos responsáveis.

Exame para avaliar saúde mental

Apesar de manter a prisão, o desembargador determinou a realização de exame médico pericial para avaliar a saúde mental de Lusimar e verificar sua condição jurídica.

O exame deverá analisar se ela é considerada imputável, inimputável ou semi-imputável diante dos fatos investigados.

A defesa informou que pretende solicitar a abertura de um incidente de insanidade mental. Segundo os advogados, a decisão do TJDFT abriu espaço para que o pedido seja apresentado.

Prisão

Lusimar foi presa na última quinta-feira (13), após ser acusada de proferir ofensas racistas contra funcionários de um hotel na Asa Norte, em Brasília.

Ela ficou conhecida nas redes sociais por vídeos, textos e manifestações consideradas excêntricas. Segundo informações divulgadas anteriormente pela imprensa, Lusimar também possui registros de ocorrências policiais anteriores.

Em novembro de 2025, ela teria sido acusada de proferir ofensas racistas contra um segurança de um hotel em São Paulo. O caso resultou em denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Quem é Lusimar

Natural de Montes Claros de Goiás, Lusimar teria sido criada pelos avós após perder os pais ainda na infância. Ela possui apenas um irmão mais velho, segundo informações divulgadas anteriormente.

Ao longo dos anos, passou a publicar textos sobre política e outros assuntos em um blog chamado Neutro. As publicações, marcadas por uma linguagem considerada desconexa, ganharam repercussão nas redes sociais e fizeram com que ela conquistasse seguidores.

Também há relatos de que familiares teriam buscado ajuda para que Lusimar fosse internada e recebesse tratamento especializado. Em determinado momento, ela teria deixado uma instituição psiquiátrica e sido dada como desaparecida pela própria família.

O caso continua sendo acompanhado pela Justiça, que deverá analisar os resultados da avaliação médica para definir os próximos passos relacionados à situação jurídica da investigada.

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