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Rebeca Andrade crava maior nota do mundo no salto em 2026

Campeã olímpica executou um Yurchenko com dupla pirueta e recebeu 14,800 pontos no Campeonato Brasileiro, em Brasília, superando todas as marcas registradas no salto em 2026.

Rebeca Andrade alcança maior nota do mundo no salto em 2026 durante Brasileiro

A ginasta Rebeca Andrade voltou a mostrar por que é um dos principais nomes da ginástica artística mundial. Nesta sexta-feira (7), durante o Campeonato Brasileiro da modalidade, em Brasília, a campeã olímpica executou um Yurchenko com dupla pirueta (DTY) e recebeu 14,800 pontos, a maior nota registrada no mundo no salto em 2026.

A apresentação colocou Rebeca, de 27 anos, isolada no topo da temporada no aparelho. A nota foi formada por 5,0 pontos de dificuldade, 9,7 de execução e 0,1 de bonificação pela aterrissagem cravada.

Apesar do resultado expressivo, Rebeca não disputará a final do salto no Campeonato Brasileiro. Isso aconteceu porque a ginasta realizou apenas uma tentativa, enquanto o regulamento exige dois saltos para que a atleta possa ser classificada para a decisão do aparelho.

A pontuação, porém, foi válida para a disputa por equipes do Flamengo, que aguarda o encerramento das provas para confirmar sua posição na competição.

Retorno em grande estilo

Rebeca Andrade voltou às competições em junho, após mais de um ano afastada. Desde então, a campeã olímpica vem apresentando evolução e já conquistou o ouro no salto no Campeonato Pan-Americano, quando obteve média de 14,549 pontos.

A estratégia adotada no Brasileiro faz parte da preparação da atleta para o Mundial de Roterdã, na Holanda, em outubro. A decisão de executar apenas um salto também busca preservar o físico e permitir que Rebeca faça ajustes técnicos antes dos principais compromissos internacionais.

A competição mundial será especialmente importante para o ciclo olímpico, já que está entre os principais eventos de preparação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

“Sou uma pessoa que gosta muito mais de competir do que de treinar. Poder ajudar meu clube, mesmo em um aparelho, foi maravilhoso”, afirmou Rebeca após a apresentação.

Saltos mais difíceis ainda serão retomados

No Campeonato Brasileiro, Rebeca ainda não apresentou alguns dos movimentos de maior dificuldade de seu repertório. Entre eles estão o Cheng, com nota de dificuldade 5,6, e o Amanar, de 5,4, utilizados pela ginasta durante sua histórica campanha nos Jogos Olímpicos de Paris.

A expectativa é que os movimentos voltem a aparecer nas próximas competições, à medida que Rebeca avance no processo de preparação.

Além do salto, a brasileira também vem treinando séries nas barras assimétricas e na trave, o que indica a possibilidade de ampliar sua participação para outros aparelhos no Mundial de Roterdã.

A competição na Holanda será um dos principais testes de Rebeca Andrade antes da sequência do ciclo olímpico que terá como objetivo os Jogos de Los Angeles, em 2028.

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