Suspeita de matar jornalista em Goiânia não possui registro na OAB, confirma entidade
A mulher apontada como principal suspeita pela morte do jornalista Delson Carlos Barros, de 52 anos, em Goiânia, não possui registro profissional na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), apesar de se apresentar publicamente como advogada. A informação foi confirmada pela própria entidade após o crime ocorrido na noite de sexta-feira (24), em um apartamento localizado no Setor Bueno.
De acordo com a OAB-GO, a investigada não integra os quadros da advocacia regularmente inscritos na instituição. Em nota, a entidade esclareceu que, por não possuir inscrição profissional, não se manifestará sobre o caso sob a perspectiva do exercício da advocacia.
A suspeita, identificada como Renata Oliveira, se apresenta nas redes sociais como empresária, dentista, advogada e influenciadora digital. No entanto, a Ordem afirmou que não há qualquer registro dela junto à seccional goiana.
Segundo informações da Polícia Militar, Delson Carlos foi encontrado morto com diversos golpes de faca pelo corpo. O cachorro do jornalista também foi morto dentro do imóvel. Após o crime, a suspeita permaneceu trancada no apartamento por cerca de quatro horas e se recusou a sair durante as negociações com as autoridades.
Equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram uma entrada tática no local para conter a mulher, que, segundo os militares, apresentava sinais de surto psicótico. Após ser imobilizada, ela recebeu atendimento médico e foi encaminhada sob custódia policial para uma unidade de saúde.
As investigações apontam que Delson morava de aluguel no apartamento onde ocorreu o crime. A Polícia Civil trabalha para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos e apura as circunstâncias que levaram à morte do jornalista e de seu animal de estimação.
Conhecido no meio do colunismo social goiano, Delson Carlos tinha forte atuação na cobertura de eventos e personalidades do estado, sendo uma figura reconhecida na imprensa local.




