Defesa afirma que espingarda de Bolsonaro recebida como presente permanece em empresa no RS
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que uma espingarda vinculada ao ex-chefe do Executivo permanece sob custódia de uma empresa importadora de artigos bélicos em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Segundo os advogados, a arma foi recebida por Bolsonaro como presente e nunca chegou a ser retirada do estabelecimento.
A manifestação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes após questionamentos sobre a localização de armamentos relacionados ao ex-presidente. De acordo com a defesa, uma nova verificação apontou que a espingarda não foi enviada ao Batalhão de Polícia do Exército, como havia sido inicialmente informado.
Os advogados solicitaram que a empresa responsável pela guarda do armamento seja comunicada oficialmente para confirmar a custódia da espingarda e providenciar sua apresentação às autoridades competentes, caso seja necessário.
O caso ocorre após decisão de Moraes determinando que todas as armas registradas em nome de Bolsonaro fossem entregues à Polícia Federal. A medida foi adotada no contexto da manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente, sob o entendimento de que a posse de armamentos seria incompatível com o cumprimento da pena.
A defesa também afirmou que duas armas da marca Caracal já haviam sido entregues anteriormente, em atendimento a uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). Outras armas, segundo os advogados, estavam sob guarda do Exército, que posteriormente informou ter encaminhado os itens localizados à Polícia Federal.
Além da entrega do arsenal, o STF determinou a revogação do Certificado de Registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) de Bolsonaro. A Polícia Federal deverá verificar a situação dos armamentos mencionados pela defesa e confirmar a localização de todas as armas relacionadas ao ex-presidente.
O caso segue sob análise das autoridades e poderá ter novos desdobramentos nos próximos dias.




