Uma nova pesquisa nacional divulgada pelo instituto Vox Brasil aponta um cenário de forte equilíbrio na corrida pela Presidência da República em 2026. Em uma simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)aparece com 45,3% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 42,8%.
Considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados. O levantamento ainda mostra 5,5% de votos brancos e nulos e 6,4% de eleitores que não souberam ou preferiram não responder.
Cenário do primeiro turno
A pesquisa também simulou um primeiro turno da disputa presidencial. Nesse cenário, Lula lidera com 38,3% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que aparece com 32,2%.
Os demais candidatos testados obtiveram os seguintes percentuais:
- Ronaldo Caiado (União Brasil): 5,1%
- Romeu Zema (Novo): 3,8%
- Renan Santos (Novo): 2,5%
- Aécio Neves (PSDB): 1,7%
- Joaquim Barbosa: 0,9%
- Augusto Cury: 0,7%
- Cabo Daciolo: 0,5%
Polarização permanece
Os números reforçam que a polarização entre os grupos ligados ao presidente Lula e ao ex-presidente Jair Bolsonaro continua influenciando o cenário político brasileiro. Embora Flávio Bolsonaro ainda não tenha confirmado oficialmente uma candidatura ao Palácio do Planalto, seu nome já começa a ser testado pelos institutos de pesquisa como um possível representante do campo conservador.
Para analistas políticos, o levantamento demonstra que a disputa presidencial tende a ser bastante competitiva, principalmente se o cenário atual se mantiver até o período eleitoral.
Como foi realizada a pesquisa
A pesquisa foi realizada pelo instituto Vox Brasil entre os dias 20 e 24 de junho de 2026, com 2.100 eleitores em diferentes regiões do país. O levantamento possui margem de erro de 2,15 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09469/2026.
Apesar de ainda faltar mais de um ano para as eleições, os resultados já começam a desenhar o cenário da sucessão presidencial, indicando uma disputa que poderá ser novamente marcada pelo equilíbrio entre os principais grupos políticos do país.




