A servidora da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Aparecida Alves da Silva, de 61 anos, morreu nesta segunda-feira (29) após não resistir aos ferimentos provocados por um grave atropelamento ocorrido enquanto trabalhava na capital. A trabalhadora estava internada desde o acidente e havia entrado em protocolo de morte encefálica antes da confirmação do óbito.
O acidente aconteceu na madrugada de sábado (27), por volta das 4h30, na Avenida Americano do Brasil, no Parque Santa Rita, em Goiânia. Aparecida realizava serviços de poda e manutenção do canteiro central ao lado de outro servidor da Comurg quando um carro invadiu o local de trabalho após o motorista perder o controle da direção.
De acordo com a Polícia Militar, o condutor, de 27 anos, apresentava sinais de embriaguez. O teste do bafômetro confirmou a ingestão de álcool, e ele foi preso em flagrante. Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor com agravante de embriaguez. Com a morte da servidora, a investigação deverá ser reclassificada para homicídio culposo na direção de veículo automotor.
Aparecida trabalhava há cerca de 12 anos na Comurg e estava prestes a se aposentar no fim deste ano. Ela deixa um filho e uma neta de um ano e meio. Colegas de trabalho a descrevem como uma profissional dedicada, reconhecida pelo compromisso com a limpeza urbana e pelo cuidado com a cidade.
Além de Aparecida, outro servidor da companhia também foi atingido no atropelamento. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), onde segue em recuperação. Seu estado de saúde não foi divulgado oficialmente.
Em homenagem à servidora, a Prefeitura de Goiânia decretou luto oficial de um dia. Em nota, o prefeito destacou a dedicação de Aparecida ao serviço público e lamentou a perda da funcionária, enquanto a Comurg informou que está prestando assistência à família e acompanhando as investigações sobre o caso.




