Capital registrou 12 acidentes com macacos em 2026; orientação é manter distância e evitar qualquer tipo de alimentação
A prática de alimentar animais silvestres em parques, praças e áreas públicas tem preocupado as autoridades de saúde em Goiânia. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o hábito contribui para o aumento do risco de ataques e altera o comportamento natural das espécies, principalmente dos macacos.
Dados da Vigilância em Zoonoses apontam que a capital registrou 54 acidentes envolvendo macacos em 2025. Somente nos primeiros meses de 2026, já foram contabilizados outros 12 casos.
De acordo com os especialistas, quando recebem alimentos oferecidos por pessoas, os animais passam a associar a presença humana à obtenção de comida. Esse comportamento reduz os instintos naturais de defesa e aumenta a aproximação dos animais em busca de alimento.
Com o tempo, a situação pode gerar episódios de agressividade. Quando não recebem comida ou se sentem ameaçados, os animais podem reagir com mordidas, arranhões e outras formas de ataque.
A recomendação da Secretaria Municipal de Saúde é que a população evite qualquer tipo de contato com animais silvestres e mantenha uma distância mínima de cinco metros. Também é orientado não deixar restos de alimentos ou lixo em parques e áreas verdes, prática que favorece a presença constante dos animais próximos às pessoas.
Segundo o gerente de Controle de População Animal da SMS, Anderson Cleiton, a alimentação oferecida por humanos é uma das principais causas da aproximação de espécies silvestres em ambientes urbanos.
Além dos riscos à segurança da população, a prática também prejudica os próprios animais. Isso porque alimentos industrializados ou inadequados podem causar doenças, dependência alimentar e comprometer a capacidade de sobrevivência na natureza.
A Secretaria de Saúde alerta ainda que não se deve tentar capturar, tocar ou manusear animais feridos ou habituados à presença humana. Nesses casos, a orientação é acionar a Vigilância em Zoonoses para que equipes especializadas realizem o atendimento adequado.
Outro ponto de atenção é a transmissão de doenças. Macacos e outros animais silvestres podem ser portadores de enfermidades como raiva e herpesvírus B, tornando ainda mais importante evitar o contato direto.
Em caso de mordidas, arranhões ou qualquer outro tipo de agressão, a recomendação é lavar imediatamente o local do ferimento com água corrente e sabão por um período entre 15 e 20 minutos. Em seguida, a vítima deve procurar atendimento médico o mais rápido possível para avaliação clínica e eventual necessidade de vacinação ou outros tratamentos.
As autoridades reforçam que observar os animais à distância é a forma mais segura de convivência, contribuindo tanto para a preservação da fauna quanto para a proteção da população.




