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Sogra do governador de Goiás é presa pela PF suspeita de integrar esquema de migração ilegal para os EUA

Maria Helena de Sousa Netto Costa, sogra do governador em exercício Daniel Vilela, foi alvo de prisão preventiva durante operação que investiga organizações suspeitas de movimentar R$ 240 milhões

 

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) a Operação Travessia, que investiga um esquema de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos, e prendeu preventivamente, em Goiânia, Maria Helena de Sousa Netto Costa, sogra do governador em exercício de Goiás, Daniel Vilela (MDB).

Segundo a investigação, Maria Helena é apontada como líder de um dos cinco grupos criminosos investigados pela PF. De acordo com os levantamentos da corporação, apenas o núcleo sob sua suposta coordenação teria movimentado cerca de R$ 45 milhões entre os anos de 2018 e 2023.

No total, as organizações investigadas teriam movimentado aproximadamente R$ 240 milhões no período, operando uma estrutura considerada sofisticada para promover a entrada irregular de brasileiros em território norte-americano.

Apesar da repercussão política do caso, a Polícia Federal esclareceu que nem o governador em exercício Daniel Vilela nem sua esposa, Iara Netto Vilela, são alvos da investigação.

As apurações apontam que o esquema criminoso teria começado ainda nos anos 2000. Embora cada grupo possuísse funcionamento próprio, a Polícia Federal afirma que todos atuavam com a mesma dinâmica transnacional, organizando de forma estruturada toda a logística da viagem clandestina.

Segundo a PF, os investigados coordenavam desde a saída dos brasileiros do país por via aérea até o deslocamento por países da América Central, principalmente México e Panamá, culminando na travessia irregular da fronteira terrestre rumo aos Estados Unidos.

“As diligências também revelaram que os grupos atuavam de forma estruturada, organizando toda a logística da viagem, desde a saída do Brasil por via aérea até a passagem por países da América Central, especialmente México e Panamá, culminando na travessia irregular da fronteira terrestre em direção aos Estados Unidos”, informou a corporação.

De acordo com as investigações, ao menos 477 brasileiros teriam ingressado irregularmente em solo norte-americano por meio dessas organizações. A Polícia Federal, no entanto, acredita que o número real de vítimas possa ultrapassar 600 pessoas.

A operação amplia a pressão sobre o cenário político goiano, sobretudo pelo envolvimento indireto de familiar próximo ao chefe do Executivo estadual, embora até o momento não haja qualquer indício de participação do governador ou de integrantes do governo nas práticas investigadas.

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