HomeALERTAPrefeito autoriza aumento de até 40% no IPTU em Aparecida de Goiânia

Prefeito autoriza aumento de até 40% no IPTU em Aparecida de Goiânia

Reajuste impacta diretamente o bolso da população, enquanto Câmara tenta conter desgaste político após aprovar mudanças no ITU


O aumento do IPTU em Aparecida de Goiânia voltou ao centro do debate político e social após a confirmação de que o reajuste pode chegar a até 40% nos próximos anos. A medida, autorizada por meio de  decreto do Executivo municipal em 2024, tem gerado forte reação popular, principalmente diante do discurso recente de vereadores que passaram a minimizar o impacto e classificar críticas como “fake news”.

Na prática, o aumento existe, está documentado e já começou a produzir efeitos. O reajuste ocorre por meio de atualização da base de cálculo do imposto, enquanto outra frente de aumento foi aprovada pela Câmara Municipal com relação ao ITU (Imposto Territorial Urbano), ampliando ainda mais o peso tributário sobre os contribuintes.

O decreto foi criado ainda na Gestão do ex-prefeito Vilmar Mariano, mas entrou em vigor  na gestão do então prefeito Leandro Vilela.

Nos bastidores, a movimentação política evidencia uma mudança de postura. Parlamentares que participaram da aprovação das medidas agora tentam reduzir o desgaste público, enquanto cresce a pressão por explicações mais transparentes à população.

Para moradores, no entanto, o impacto é direto: contas mais altas e pouca clareza sobre os critérios utilizados para os reajustes. A crítica principal recai sobre o fato de que o aumento não foi amplamente debatido com a sociedade antes de entrar em vigor.

O que diz o decreto do IPTU

De acordo com o decreto publicado no Diário Oficial do município, a Prefeitura atualizou a Planta de Valores Genéricos dos imóveis — base utilizada para calcular o IPTU e o ITU.

O ponto central está no escalonamento do aumento:

2025: limite de até 25% de aumento

2026: limite de até 35%

2027: limite de até 40%


Ou seja, imóveis que tiveram valorização acima da inflação poderão sofrer reajustes progressivos, chegando ao teto de 40% ao longo dos próximos anos.

O decreto estabelece que essa atualização considera o valor venal dos imóveis, com base em fatores técnicos definidos na legislação municipal, incluindo localização, metragem e características das construções.

No artigo 2° do decreto diz:

Para os imóveis cujo acréscimo do valor do metro quadrado do terreno
decorrente da planta de valores ora aprovada, for superior ao índice inflacionário
limitado a 25%, será acrescido paulatinamente nos exercícios de 2025, 2026 e
2027, sendo de 25% em 2025, 35% em 2026 e 40% em 2027.

Como isso afeta o contribuinte

Na prática, o aumento não é uniforme, mas pode atingir fortemente determinados bairros e regiões onde houve reavaliação mais significativa do valor dos terrenos e construções.

Além disso:

A base de cálculo foi ampliada

Houve atualização nos valores por metro quadrado

A cobrança passa a refletir uma nova realidade imobiliária, mais cara.

Somado ao reajuste do IPTU, a aprovação de mudanças no ITU pela Câmara amplia o impacto, principalmente para proprietários de terrenos.

O que mais chama atenção no cenário é o contraste entre discurso e realidade.

Enquanto vereadores afirmam que não houve aumento significativo ou classificam denúncias como “fake news”, o decreto municipal comprova que o reajuste foi autorizado e tem previsão clara de crescimento progressivo.

A população, por sua vez, começa a sentir no bolso uma decisão que, embora técnica no papel, tem forte impacto social e político.

O debate agora gira em torno de transparência:

Por que o aumento não foi amplamente discutido antes?

Quem, de fato, é responsável pelo reajuste?

E por que parte dos vereadores tenta negar algo que está oficialmente publicado?


Resumo dos aumentos

Atualização da planta de valores dos imóveis

Reajuste progressivo do IPTU: até 40%

Aplicação escalonada entre 2025 e 2027

Aumento paralelo no ITU aprovado pela Câmara

Impacto direto no valor venal e no bolso do contribuinte

No fim das contas, o que era tratado como “boato” ou “exagero” se confirma nos documentos oficiais: o aumento existe, foi autorizado e já está em curso. Resta saber como o poder público vai lidar com a reação da população diante de uma cobrança que promete pesar, e muito, no orçamento das famílias de Aparecida.

MAIS NOTICIAS

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

spot_img

Veja também