Boletim médico aponta aumento de marcadores inflamatórios enquanto ex-presidente trata pneumonia bacteriana bilateral; equipe médica mantém vigilância intensiva
O estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou agravamento nas últimas horas, segundo boletim médico divulgado na manhã deste sábado (14). Internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, Bolsonaro apresentou piora na função renal e aumento significativo nos marcadores inflamatórios, o que acendeu o alerta entre os profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento do quadro clínico.
De acordo com as informações divulgadas pela equipe médica, o ex-presidente está hospitalizado desde sexta-feira (13) após desenvolver uma pneumonia bacteriana bilateral — infecção que compromete os dois pulmões. O quadro teria sido desencadeado por um episódio de broncoaspiração, quando secreções ou conteúdo do estômago acabam sendo aspirados para as vias respiratórias. Para conter o avanço da infecção, Bolsonaro está sendo submetido a um protocolo rigoroso de tratamento, que inclui antibióticos intravenosos, hidratação venosa intensiva e sessões frequentes de fisioterapia respiratória, com o objetivo de preservar a função pulmonar e evitar complicações mais graves.
A situação é considerada delicada pela equipe médica, que classificou as próximas 72 horas como decisivas para a evolução do quadro. O monitoramento é contínuo para prevenir possíveis complicações, como tromboses, agravamento da insuficiência respiratória ou comprometimento de outros órgãos, especialmente diante da piora recente da função renal.
Durante a internação, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permanece ao lado do marido no hospital. Por recomendação médica, as visitas foram drasticamente reduzidas para garantir repouso absoluto ao paciente. O uso de celulares dentro do leito também foi proibido, medida que busca minimizar estímulos externos e contribuir para a recuperação clínica.
Paralelamente ao tratamento médico, Bolsonaro também segue sob monitoramento judicial. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Militar acompanhe a permanência do ex-presidente na unidade hospitalar. A medida, segundo informações divulgadas, tem o objetivo de manter a Corte informada sobre qualquer movimentação do ex-mandatário, que responde a processos judiciais relacionados aos acontecimentos políticos recentes no país.
Nos bastidores políticos e nas redes sociais, o estado de saúde do ex-presidente mobiliza apoiadores e adversários, enquanto a expectativa se volta para os próximos boletins médicos, que deverão indicar se haverá estabilização ou agravamento do quadro clínico.
Bolsonaro apresenta piora renal na UTI e próximas 72 horas são decisivas diz médico
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