Com a posse de Mojtaba Khamenei, Teerã reforça postura de confronto em meio à guerra no Oriente Médio e acusa Washington de buscar controle sobre o petróleo iraniano
O cenário de tensão no Oriente Médio ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (9) com a confirmação oficial de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã. Um dia após sua eleição, o governo iraniano adotou um tom firme e descartou qualquer possibilidade de cessar-fogo no conflito que envolve Estados Unidos e Israel. Em pronunciamento à imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que o momento é de defesa e retaliação diante dos ataques que o país diz estar sofrendo.
Segundo Baghaei, enquanto continuarem as ofensivas militares contra o território iraniano, não há espaço para negociações. “Não faz sentido falar de nada além de defesa e retaliação contra os inimigos”, declarou o porta-voz durante coletiva. Ele também acusou os Estados Unidos de estarem interessados nos recursos naturais iranianos, especialmente no petróleo, alegando que Washington busca enfraquecer o país e provocar divisões internas para ampliar sua influência na região.
A ascensão de Mojtaba Khamenei ocorre após a morte de seu pai, Ali Khamenei, que governava o país e foi morto em bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel no dia 28 de fevereiro. O episódio marcou o início de uma escalada militar que rapidamente se espalhou por vários pontos do Oriente Médio. Com o novo líder oficialmente no comando, o governo iraniano também anunciou o fim do mandato interino e reforçou a continuidade das operações militares.
A guerra já entrou em seu décimo dia e tem provocado uma série de ataques retaliatórios em diferentes países da região. Sob a liderança de Mojtaba Khamenei, Teerã mantém ofensivas aéreas e amplia o confronto contra países do Golfo Pérsico que abrigam bases militares norte-americanas. O governo iraniano ainda responsabilizou nações europeias, incluindo França, por criarem condições diplomáticas que, segundo Teerã, incentivaram as ações militares dos EUA e de Israel, intensificando ainda mais a crise internacional.



