O ex-meia Wesley Sneijder, ídolo da Inter de Milão e referência histórica da seleção da Holanda, afirmou ter recebido ameaças de morte depois de declarar apoio ao atacante Vinícius Júnior em um episódio de racismo ocorrido durante a partida entre Real Madrid e Benfica, válida pela UEFA Champions League.
Em entrevista à televisão holandesa, Sneijder relatou ter recebido entre quatro e cinco mil mensagens ofensivas, que atribuiu a torcedores argentinos insatisfeitos com seus comentários sobre o caso. O ex-jogador afirmou que apenas opinou sobre o que viu e destacou que, embora discorde das agressões recebidas, considera legítimo que outras pessoas expressem suas visões.
Sneijder também criticou o atacante Gianluca Prestianni, acusado por Vinícius Júnior de ato racista durante o confronto. Segundo ele, comportamentos ofensivos não devem ser minimizados nem seguidos de tentativas de relativização após a repercussão pública.
O episódio reacende o debate internacional sobre racismo no futebol e evidencia a responsabilidade de atletas, clubes e entidades no enfrentamento a esse tipo de conduta. A repercussão digital demonstra a força das declarações de ex-jogadores e a polarização que acompanha casos de discriminação no esporte.
Redação: Leonardo Cruz
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