sábado, março 7, 2026
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“Eu tenho filho”: vídeo revela últimos apelos de mãe assassinada pelo namorado em Santa Catarina

Chamada de vídeo feita minutos antes dos disparos expõe desespero de Pricila Maria Dolla Gomes e se torna peça-chave na investigação do feminicídio em Rio Negrinho

Um vídeo devastador pode ser determinante para esclarecer o feminicídio que chocou a cidade de Rio Negrinho, no Norte de Santa Catarina. A gravação mostra os momentos finais de Pricila Maria Dolla Gomes, de 38 anos, implorando pela própria vida diante do namorado, Gustavo Danielski, de 29. Em meio ao desespero, ela repete frases como “por favor”, “olha aqui pra mim”, “respira” e, em um dos trechos mais comoventes, suplica: “eu tenho filho”.

Segundo apuração do Jornal Razão, a chamada de vídeo foi feita pelo próprio suspeito à irmã, minutos antes dos disparos. Durante a ligação, Pricila tenta acalmá-lo, pede para que conversem e chega a dizer: “eu me ajoelho na tua frente”. Em outro momento, apela para os laços familiares: “pelo amor que você tem pelas tuas irmãs, pelas tuas sobrinhas”. As imagens reforçam relatos de amigas de que Gustavo estaria alterado e armado dentro da residência.

Horas antes do crime, testemunhas afirmam que Pricila confidenciou a intenção de encerrar o relacionamento. No início da noite, mensagens começaram a circular alertando que ele estava na casa e que teria dito que iria matá-la. Uma amiga acionou um policial militar em busca de socorro. Pouco depois, os tiros foram ouvidos.

A Polícia Militar de Santa Catarina encontrou Gustavo caído na porta da residência, com ferimento na cabeça provocado por disparo de arma de fogo. Ao lado dele estava uma pistola calibre 9 mm. Dentro do imóvel, sobre um colchão no chão, Pricila foi encontrada sem vida, atingida por tiros no tórax. O óbito foi confirmado ainda no local.

Os pais da vítima, que moram a cerca de 100 metros da casa, receberam uma ligação informando que o homem estava no local “para matá-la”. Desesperados, correram até a residência. O pai relatou à polícia que não tinha conhecimento de discussões graves ou término recente; segundo ele, o casal havia passado o fim de semana junto. A mãe afirmou que tudo parecia normal até o telefonema pedindo que fosse imediatamente até a casa da filha.

A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica, e o caso foi formalizado como feminicídio consumado e tentativa de suicídio. Gustavo sobreviveu ao disparo, foi hospitalizado sob escolta e permanece preso. A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a dinâmica dos tiros, a origem da arma e o conteúdo completo da chamada de vídeo, que pode se tornar prova central no inquérito.

Pricila deixa um filho e uma família marcada por uma violência que, mais uma vez, transforma ameaças ignoradas em tragédia anunciada. O vídeo, agora sob análise das autoridades, não registra apenas os minutos que antecederam um crime — ele expõe o retrato cru de uma mulher que tentou sobreviver até o último segundo.

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