sábado, março 7, 2026
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PF encontra mensagens entre dono do Banco Master e Toffoli e envia caso ao presidente do STF

Conversas estavam em celular apreendido de Daniel Vorcaro; material levou diretor-geral da PF a encaminhar novos pedidos de averiguação a Edson Fachin

A investigação que apura suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master ganhou um novo e sensível capítulo. A Polícia Federal (PF) encontrou conversas entre o empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso na Corte. As mensagens estavam armazenadas no celular de Vorcaro, apreendido em novembro do ano passado.

Segundo informações divulgadas pelo portal UOL, o conteúdo foi localizado após a PF conseguir quebrar a criptografia do aparelho. O empresário havia se recusado a fornecer a senha aos investigadores, alegando que o dispositivo continha dados de natureza privada. Com o acesso liberado por meio de perícia técnica, os agentes passaram a analisar o material.

Diante da descoberta, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, encaminhou novos pedidos de averiguação ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Além de Toffoli, o material também mencionaria outras autoridades com foro privilegiado, incluindo ocupantes de cadeiras no Congresso Nacional, o que amplia o alcance e a delicadeza do caso.

A atuação de Toffoli como relator do processo já vinha sendo questionada por setores que apontam suposta proximidade do ministro com pessoas ligadas ao caso. Críticas também recaem sobre a condução do inquérito, especialmente quanto ao sigilo imposto às investigações.

Em 29 de janeiro, Toffoli se manifestou por meio de nota, afirmando que “em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento”.

Paralelamente, o ministro determinou o envio de partes do processo às Justiças federais de São Paulo e do Rio de Janeiro, desmembrando a investigação. A medida mantém no STF apenas os trechos que envolvem autoridades com prerrogativa de foro.

Um dos casos remetidos à primeira instância envolve Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência — o Regime Próprio de Previdência Social do Rio de Janeiro — que foi preso pela PF. Toffoli entendeu que não havia conexão direta dele com investigados detentores de foro no Supremo. Já a parte que menciona o empresário Nelson Tanure foi encaminhada à Justiça de São Paulo.

Até o momento, o STF e o ministro Dias Toffoli não se pronunciaram especificamente sobre o teor das conversas encontradas no celular de Vorcaro. O novo material, no entanto, reforça a complexidade do caso e pode redefinir os rumos de uma investigação que já mobiliza a cúpula do Judiciário e da Polícia Federal.

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